500 Su-57 para a Índia?




O Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas (Centre for Analysis of World Arms Trade - CAWAT), um think-tank de defesa baseado na Rússia, recomendou que a Índia deveria adquirir a uma frota de 500 caças Su-57E.

Justificativa Estratégica russa

A estimativa do think-tank baseia-se nas projeções de ameaças militares regionais para a próxima década:

China: Previsão de que Pequim terá até 500 caças stealth das famílias J-20 e J-35.

Paquistão: Projeção de que o rival histórico da Índia opere pelo menos 40 caças chineses de quinta geração J-35AE até 2030.

O corpo de analistas do CAWAT sugere que a Índia precisa de uma frota robusta de quinta geração para manter a paridade estratégica no sul da Ásia. O plano detalha:

O Tamanho da Frota: Aquisição de aproximadamente 500 caças stealth.

Formato de Fornecimento: Uma compra inicial direta de 50 unidades da versão de exportação (Su-57E) produzidas na Rússia.

Produção sob Licença: A fabricação das outras 450 unidades restantes em território indiano, com transferência de tecnologia, incluindo potencialmente a futura variante de dois lugares Su-57D.




Embora Moscou use argumentos industriais de transferência tecnológica para seduzir Nova Délhi, o governo indiano adota uma postura muito cautelosa e de distanciamento por vários motivos, sendo o mais impactante o "trauma do FGFA", que foi a parceria oficial com a Rússia no desenvolvimento conjunto do caça de quinta geração (programa FGFA) em 2007, mas abandonou o projeto em 2018 alegando atrasos, altos custos e deficiências técnicas na assinatura de radar (stealth) e motorização.

Para os indianos, o Su-57 não é um caça stealth de quinta geração.

Atualmente, a prioridade do Ministério da Defesa indiano é canalizar fundos e esforços para o desenvolvimento de seu próprio caça stealth de quinta geração, o Advanced Medium Combat Aircraft (AMCA).

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