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Fulcrum Persa

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  A Força Aérea da República Islâmica do Irã ( Islamic Republic of Iran Air Force - IRIAF) operou pelo menos 67 caças MiG-29 Fulcrum. Em 1990 o Irã comprou diretamente da URSS um lote original de 24 jatos, sendo 20 monoplaces (MiG-29A) e 4 biplaces de treinamento (MiG-29UB). Durante a Guerra do Golfo em 1991, pilotos iraquianos fugiram com suas aeronaves para o território iraniano. O Irã confiscou e integrou à sua frota quatro MiG-29 (3 monoplaces e 1 biplace). Apenas o biplace entrou em serviço imediato, enquanto os outros serviram inicialmente como fontes de peças sobressalentes. Em setembro de 2025, a Rússia entregou um novo lote de caças MiG-29 ao Irã.

RÚSSIA: Projetistas de mísseis hipersônicos condenados por traição

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  Os pesquisadores de tecnologia hipersônica Valery Zvegintsev e Vladislav Galkin foram condenados em um processo criminal por traição. Ambos os peritos foram condenados a 12 anos e meio de prisão de segurança máxima. Os físicos foram processados ​​por publicarem um artigo sobre dinâmica dos gases em uma revista estrangeira. Valery Zvegintsev trabalhou como pesquisador no Instituto Khristianovich de Mecânica Teórica e Aplicada (ITAM) e fundou o laboratório de Aerogasdinâmica de Alta Velocidade. As forças de segurança o detiveram em abril de 2023. Vladislav Galkin é colega e coautor de Zvegintsev. A informação sobre sua detenção surgiu logo após a prisão do fundador do laboratório, sendo ambos indiciados com base no Artigo 275 do Código Penal Russo. O processo criminal diz respeito ao trabalho científico conjunto dos pesquisadores, publicado em uma revista iraniana. O artigo abordava os aspectos técnicos das entradas de ar para aeronaves supersônicas. Antes da publicação, o artigo p...

Coreia do Norte busca espelhar o crescimento do setor de defesa da Coreia do Sul

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  Os fabricantes de armas da Coreia do Sul, recentemente apelidados de membros da indústria de defesa coreana (K-defense industry), são estrelas em ascensão no cenário internacional, assim como o K-pop e os K-dramas. Devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, muitos países europeus aumentaram seus orçamentos de defesa e se tornaram grandes clientes da indústria de defesa coreana. Do outro lado da moeda — ou da fronteira — a indústria de defesa da Coreia do Norte também tem um novo cliente importante: a Rússia. Uma visita recente do líder russo Vladimir Putin a Pyongyang atraiu a atenção do mundo. A Rússia precisa de munição norte-coreana, enquanto a Coreia do Norte precisa enviar sua força de trabalho para a Rússia a fim de obter informações sobre tecnologias de defesa, como mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados por submarinos e satélites. Na Coreia do Norte, cerca de 500.000 trabalhadores e 300 fábricas da indústria de defesa são responsáveis por cerca de ...

12 de maio de 1949: fim do bloqueio soviético sobre Berlim

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  Neste dia, há exatos 77 anos, chegava ao fim o bloqueio terrestre imposto pela URSS sobre Berlim Ocidental após 322 dias. Os soviéticos tinham por objetivo "estrangular" a cidade. A ponte aérea aliada frustrou os planos comunistas, forçando a União Soviética a reabrir os acessos terrestres. A ponte aérea aliada continuou com operações reduzidas até 30 de setembro de 1949 para garantir reservas. O evento é considerado o início da Guerra Fria.

A urgência da substituição dos A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil

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  A aviação de asa fixa da Marinha do Brasil encontra-se diante de um ponto de inflexão. A aproximação do fim da vida útil dos A-4 Skyhawk (AF-1/AF-1B), com horizonte até 2030, impõe uma decisão estratégica inadiável: substituir as aeronaves ou aceitar a perda de uma capacidade construída ao longo de mais de trinta anos. Não se trata apenas de trocar vetores antigos por modernos, mas de preservar — ou abandonar — um conjunto de competências raras no Hemisfério Sul, como a operação de caça naval, a doutrina expedicionária, a integração ar-superfície e a própria cultura operacional de uma aviação de combate naval. A aquisição dos A-4KU do Kuwait, em 1998, representou uma decisão ousada e estruturante. Ao incorporar aeronaves de ataque, a Marinha consolidou o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, os VF-1 “Falcões”, criando uma capacidade inexistente na América Latina. Mesmo após a desativação do NAe São Paulo, a aviação de caça foi mantida — ainda que em escala reduzida — ...

Depois do B-52, C-5 Galaxie deve continuar em serviço até 2050

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  A Força Aérea dos EUA disse que não espera que o último de seus enormes aviões de carga C-5M Galaxy seja substituído por uma plataforma de transporte aéreo de próxima geração (Next Generation Airlift - NGAL) até 2050. Isso representa um atraso de aproximadamente cinco anos em relação ao cronograma de aposentadoria da frota de C-5M que a Força Aérea havia divulgado em 2025. Espera-se também que o NGAL substitua o C-17A Globemaster III, mas o plano é que essas aeronaves continuem voando até 2075. Os C-5 são uma parte vital da atual força de transporte aéreo estratégico da USAF, mas têm um longo histórico de dificuldades de manutenção, apesar das grandes atualizações realizadas no passado. O C-5M é o maior avião de transporte aéreo em serviço nas Forças Armadas dos EUA atualmente e um dos maiores em operação no mundo. Além de poder acomodar uma massa e um volume de carga muito maiores em comparação com o C-17A, ele tem a vantagem de poder carregar carga e pessoal pelas extremidades ...

China confirma apoio técnico à Força Aérea do Paquistão durante conflito com a Índia

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  Segundo o jornal chinês "South China Morning Post", engenheiros de aviação forneceram apoio técnico à Força Aérea do Paquistão durante as hostilidades com a Índia em maio de 2025. A Força Aérea do Paquistão opera uma frota de caças J-10CE de fabricação chinesa, produzidos por uma subsidiária da AVIC. Estima-se que uma dessas aeronaves tenha abatido pelo menos um caça Rafale durante o conflito com a Índia. Anteriormente, foi noticiado que a China apoiou o Paquistão em seu confronto com a Índia, mas isso se referia ao fornecimento de armas, e não ao envio de especialistas. Inicialmente, o Paquistão equipou seus caças JF-17 Thunder de quarta geração com mísseis chineses de longo alcance PL-15 em meio à crise da Caxemira. Conforme noticiado pelo veículo de comunicação paquistanês STRATCOM, os mísseis haviam chegado recentemente da China e seriam implantados na frota de JF-17C em meio às crescentes tensões regionais. A publicação também afirmou que os mísseis fornecidos ao Paqui...