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GUERRA FRIA: A Força “V” de bombardeiros da Grã-Bretanha

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  A força “V” de bombardeiros da RAF foi, por longo período, a responsável pelo poder de dissuasão da Grã-Bretanha. Sua característica principal era a rápida reação a qualquer ataque inimigo. Atrasada (em relação a outros países) no desenvolvimento de bombardeiros a jato, a Grã-Bretanha reverteu essa situação a partir da execução de quatro projetos de aeronaves de tamanho e potência semelhantes. O Short SA.4 Sperrin era um excelente avião, mas só dois protótipos foram construídos. Os bombardeiros de maior importância foram o Avro 698 Vulcan e o Handley Page HP.80 Victor. Os projetos de ambos visavam a torná-los os mais avançados aviões a voarem à velocidade Mach 0,9 em altitudes superiores a 18.000 metros. Enquanto se desenvolviam essas aeronaves, outro projeto teve sua produção acelerada para atender às necessidades imediatas da RAF: o Vickers-Armstrong 660 Valiant. O Valiant entrou em operação, no Comando de Bombardeiros, em janeiro de 1955. Equipado com quatro motores Rolls-Royc...

F-18L: quando a Northrop e a McDonnell entraram em conflito

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  Em 1979, a Northrop processou a McDonnell Douglas por fraude, quebra de contrato, concorrência desleal, espionagem industrial e tentativa de monopolização. As empresas eram parceiras no desenvolvimento do F/A-18 Hornet, mas a disputa envolvia o F-18L, versão terrestre que a Northrop considerava seu direito exclusivo de vender a forças aéreas estrangeiras. Quando a Marinha dos EUA buscou um caça mais barato que o F-14 para substituir A-4, A-7 e F-4, o YF-17 ganhou nova oportunidade. Como Northrop e General Dynamics não tinham experiência suficiente em aviação embarcada, Northrop e McDonnell formaram, em 1974, um acordo para desenvolver variantes do caça. Livre das exigências navais, o F-18L era cerca de 30% mais leve que o Hornet, com estrutura simplificada e sem asas dobráveis ou trem de pouso reforçado. Mantinha 90% dos aviônicos do F/A-18, mas oferecia melhor aceleração, subida e alcance. Para países sem grandes porta-aviões, parecia uma opção mais lógica e, em teoria, superior...

Até ser cancelado, o programa F-111B já havia consumido US$ 400 milhões

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  O F-111B foi um fiasco dispendioso, mas lições importantes foram aprendidas e a Marinha dos EUA, que já era extremamente cética em relação a todo o conceito, pôde recorrer à Grumman para aplicar essas lições e construir a aeronave que realmente desejava. Iniciando o desenvolvimento em 1966, quando ficou evidente que o F-111B estava com problemas, o F-14 foi selecionado para ser o novo caça/interceptador da Marinha em 1969. Era um projeto notavelmente ambicioso. O Tomcat empregava os sensores e armamentos mais poderosos e avançados disponíveis, com uma tripulação de dois homens, para otimizar a eficiência em longas missões sobre a água. Mas também conseguiu combinar isso com um desempenho surpreendentemente ágil em combate aéreo aproximado, que superava praticamente qualquer coisa anterior e que, nas circunstâncias certas, podia igualar o do novo F-15 Eagle, que estava em fase avançada de desenvolvimento na mesma época para a Força Aérea dos EUA.

Índia quer 150 novas aeronaves de treinamento

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  Em 2004 a Força Aérea da Índia (IAF) comprou 66 jatos de treinamento Hawk Mk132, com as primeiras 24 aeronaves sendo fabricadas no Reino Unido e as demais nas instalações da HAL (Hindustan Aeronautics Limited). Em 2010, foi a vez da Marinha indiana, que encomendou 57 aeronaves aos respectivos fabricantes. Embora esses Hawk Mk132 sejam relativamente novos, a IAF já está considerando substituí-los. Desta forma, o Ministério da Defesa indiano emitiu uma RFI (Solicitação de Informações) para até 150 novas aeronaves de treinamento. A IAF exige aeronaves equipadas com controles fly-by-wire, assentos ejetáveis ​​zero-zero, cockpit digital, aviônica virtual e sistemas de guerra eletrônica. Além disso, devem ser compatíveis com o sistema de navegação por satélite NavIC da Índia. Essas aeronaves serão usadas para a transição operacional de pilotos-alunos antes de ingressarem em um esquadrão de linha de frente e assumirem o comando de um Rafale, um Tejas ou, eventualmente, um AMCA. O progra...

Trump ordena o abandono das catapultas eletromagnéticas e o retorno à energia a vapor

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  O desenvolvimento de catapultas eletromagnéticas (EMALS) e do AAG (Advanced Arresting Gear) pela General Atomics para a nova geração de porta-aviões norte-americanos (classe Ford) foi complexo e dispendioso. Em 2021, quando se supunha que o EMALS realizasse mais de 4.000 lançamentos de catapulta antes de apresentar qualquer falha, em novembro de 2019 e setembro de 2020, ocorreu um incidente técnico após 181 lançamentos com os sistemas instalados a bordo do porta-aviões Gerald R. Ford (CVN-78). Em comparação com as catapultas a vapor, os sistemas EMALS permitem o lançamento de aeronaves mais pesadas com maior frequência, reduzindo o estresse mecânico. Além disso, teoricamente exigem manutenção mínima. A China equipou o porta-aviões Fujian, com eles, e a França pretende fazer o mesmo com o porta-aviões de próxima geração. Um memorando datado de 13 de agosto, o Presidente Trump ordenou ao Departamento de Guerra que apresentasse um plano para equipar o futuro porta-aviões USS Doris M...

Para atender demanda, Saab vi elevar a produção do Gripen

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  A gigante aeroespacial sueca anunciou que pretende expandir a produção do Gripen E/F para trinta 30 caças por ano, a fim de responder às encomendas e programas atuais ligados à Colômbia, Brasil, Suécia e Ucrânia. O segundo trimestre de 2026 registrou um crescimento de vendas de quase 30%. A empresa também reportou um fluxo de caixa positivo superior a US$ 100 milhões durante o primeiro semestre do ano. O crescimento da demanda reflete na carteira de encomendas da Saab, que atingiu US$ 30 bilhões, enquanto a empresa manteve suas metas financeiras para o período de 2023 a 2027. A empresa prevê um crescimento orgânico das vendas de aproximadamente 22% durante esse período. A Saab planeja aumentar progressivamente a produção do Gripen. Em abril, a empresa estava produzindo aproximadamente 15 aeronaves por ano. A meta é atingir entre 20 e 30 unidades/ano, com uma expansão gradual da capacidade. A Ucrânia é um dos principais fatores por trás da expansão da produção, que avançou com a a...

EUA perderam 25% de sua frota de drones MQ-9

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  Segundo o The Washington Post, a Força Aérea dos EUA perdeu cerca de 45 drones MQ-9 Reaper devido à guerra com o Irã. Isso representa cerca de 25% de toda a frota norte-americana desses UAVs, que somava aproximadamente 185 unidades antes do início do conflito. As perdas resultaram do uso intensivo de Reapers sobre o Irã e perto do Estreito de Ormuz. Devido a essas perdas, os EUA chegaram a recorrer à compra dos MQ-9 Reapers restantes dos estoques da General Atomics. Esses drones mostraram-se vulneráveis ​​aos sistemas de defesa aérea do Irã devido à sua baixa velocidade e voos em altitudes relativamente baixas. Um MQ-9 Reaper tem custo estimado em até US$ 50 milhões, o que significa que as perdas já ultrapassaram US$ 1,3 bilhão. FONTE: https://www.washingtonpost.com/national-security/2026/08/13/us-military-has-lost-roughly-25-its-reaper-drones-iran-war-depletes-arsenal/