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O "Incidente de Murmansk"

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O chamado "Incidente de Murmansk" foi um dos episódios mais tensos e dramáticos da Guerra Fria, ocorrido em 1984. Na ocasião, o SR-71 nº de cauda 61-7974 da Força Aérea dos EUA esteve a minutos de se espatifar no Mar de Barents após sofrer uma pane total dos motores enquanto espionava a Frota Naval Soviética na Península de Kola. A Missão O jato decolou da base de Mildenhall, na Inglaterra, pilotado por Joseph Matthews e com o oficial de sistemas de reconhecimento Curt Osterheld a bordo. O objetivo era voar a Mach 3.2 a uma altitude extrema de cerca de 25.000 metros para fotografar e monitorar os novos submarinos nucleares soviéticos da classe Typhoon baseados em Murmansk. Ao se aproximar do ponto crítico da rota perto de Murmansk, o motor direito sofreu uma falha aerodinâmica conhecida como "unstart" — uma perturbação violenta no fluxo de ar que fez o avião guinar para o lado de forma brutal, dando a sensação de estar "andando de lado" na alta atmosfera. ...

"Nenhum Rafale destinado à Ucrânia será retirado do inventário dos esquadrões franceses"

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  Foi o que disse o Chefe do Estado-Maior da Defesa francesa, após uma declaração conjunta dos presidentes da França e da Ucrânia mencionarem uma possível encomenda de 16 caças Dassault Rafale para a Força Aérea Ucraniana. Na declaração, " as quatro primeiras aeronaves poderiam ser transferidas após o treinamento de pilotos e mecânicos ucranianos, com o objetivo de possibilitar a implantação dessa primeira capacidade na Ucrânia o mais breve possível ", ou seja, a partir de 2028. Dada a deliberada falta de transparência do governo francês em relação à ajuda à Ucrânia, os detalhes da transferência dessas aeronaves inevitavelmente levantaram questionamentos, especialmente porque a Dassault precisa de pelo menos três anos para fabricar um Rafale após a confirmação do pedido e o pagamento do depósito inicial. Isso leva à suposição de que essas aeronaves serão retiradas do inventário da Força Aérea e Espacial Francesa, ou mais especificamente, das 42 aeronaves que lhe foram alocada...

Lightning, o poderoso raio da RAF

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Projetado na década de 1950 como um interceptador de defesa aérea, o English Electric Lightning se tornou um dos aviões mais icônicos da Guerra Fria devido ao seu desempenho extraordinário e design inovador. O Lightning foi o primeiro e único caça supersônico puramente britânico capaz de atingir e manter Mach 2 (duas vezes a velocidade do som) em voo nivelado. O objetivo era interceptar e combater os bombardeiros soviéticos o mais rápido e mais distante possível. Os projetistas temiam tanto o arrasto aerodinâmico que para manter a fuselagem mais fina possível, optaram por um arranjo singular, nunca visto antes. Os dois motores Rolls-Royce Avon foram dispostos de forma vertical empilhada (um sobre o outro) dentro da fuselagem. A tomada de ar para os motores foi disposta no nariz. Havia um grande cone, capaz de se mover para frente e para trás para se ajustar a velocidade Mach. O interceptador era muito rápido, com uma velocidade máxima superior a 2.400 km/h e uma taxa de subida impressi...

Javelin, o dardo da RAF

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O Gloster Javelin foi o sexto caça a jato da RAF e o primeiro com asa em delta e capacidade para qualquer clima (diurno e noturno). A Gloster dotou o Javelin com uma asa do tipo delta duplo e uma cauda em formato de "T". Devido ao seu visual plano e robusto, ganhou o apelido de " Flying Flat Iron " (o ferro de passar voador). Ele foi projetado especificamente para interceptar bombardeiros soviéticos em grandes altas altitudes. Para tal, carregava um avançado radar (para a época) e um segundo tripulante para operar o equipamento. Também foi um dos primeiros jatos da RAF a fazer a transição de canhões tradicionais para os novos mísseis ar-ar guiados por infravermelho, como o de Havilland Firestreak. Embora fosse imponente e estável para disparar mísseis, era um avião pesado, subsônico e complexo de pilotar em situações de estol. O Javelin cumpriu bem o seu papel de transição na Guerra Fria até ser totalmente substituído pelo supersônico English Electric Lightning, que...

F-16 Block 72

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  O F-16 começou sua vida como um caça equipado com motores Pratt & Whitney, sendo o F100 escolhido para equipar os primeiros F-16A/B. No entanto, problemas de confiabilidade e manutenção com os primeiros F100, a Força Aérea dos EUA abriu uma competição por um motor alternativo na década de 1980 para os fabricantes de motores, o que fez com que a General Electric desenvolvesse o F110 como alternativa. A principal diferença entre o Block 70 e o Block 72 reside no motor. O Block 70 utiliza o F110-GE-129 da General Electric, enquanto o Block 72 utiliza o F100-PW-229 da Pratt & Whitney, oferecendo uma potência ligeiramente superior . As duas configurações compartilham, de resto, o mesmo pacote de modernização de aviônicos e sistemas. A consequente " Grande Guerra dos Motores " estabeleceu duas famílias de motores concorrentes para o F-16, com o F100 da Pratt & Whitney e o F110 da GE se tornando, em última análise, os principais motores para os posteriores F-16C/D. Emb...

Trazer de volta a vida um Blackbird pode significar que a NASA quer uma estrutura capaz de alcançar Mach 4?

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A estrutura da aeronave SR-71 é capaz de ultrapassar sua velocidade máxima conhecida, e a NASA pode ter bons motivos para explorar seus limites por meio de novos motores. O recorde mundial de voo a jato e tripulado é oficialmente de 3.530 km/h (Mach 3,3) estabelecido por um Blackbird em 1976 "em um voo em linha reta. O engenheiro-chefe de propulsão dos SR-71 Blackbirds no anos 1990 disse que havia maneiras de fazer o Blackbird se aproximar de Mach 4, equivalente a aproximadamente 4.280 km/h em altitude, mas que na época a alta liderança da NASA não se interessou. O Blackbird, disse ele, voava em uma trajetória que normalmente era limitada operacionalmente a uma velocidade aerodinâmica equivalente a 833 km/h. No entanto, os motores foram otimizados para voar a uma velocidade aerodinâmica equivalente a cerca de 926 km/h, e por algum motivo, houve uma incompatibilidade entre o que os motores foram projetados para fazer e o que a estrutura da aeronave foi otimizada. Essa limitação era...

Hunter, o grande jato da RAF

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O Hawker Hunter foi um dos caças a jato britânicos de maior sucesso e elegância da Guerra Fria. Ele foi o verdadeiro sucessor do Gloster Meteor e do fracassado Supermarine Swift. Desenvolvido pela lendária equipe liderada por Sir Sydney Camm (o mesmo projetista do Hurricane da Segunda Guerra), o Hunter destacou-se por suas linhas aerodinâmicas fluidas, asas enflechadas e excelentes características de voo. Ele superou rapidamente os problemas iniciais que afligiram o Swift e tornou-se a espinha dorsal do Comando de Caça da RAF. A Hawker inovou ao dotar o caça com "pack" de armamento removível, que continha 4 canhões ADEN de 30 mm. Todo o conjunto de canhões e munição podia ser baixado e trocado em poucos minutos no solo, permitindo um rearmamento ultra-rápido durante combates. Ele também carregava uma vasta gama de bombas e foguetes não guiados. Embora tenha nascido como um interceptador puro de alta altitude (versões Mk 1 a Mk 4), foi na função de caça-bombardeiro de ataque a...