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BRASIL: colapso na defesa?

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  De acordo com artigo publicado pelo defesa.net, o bloqueio de R$ 4,363 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa em 2026 representa muito mais do que um simples ajuste fiscal. Na prática, trata-se de uma medida que inviabiliza a continuidade da quase totalidade dos projetos estratégicos das Forças Armadas brasileiras e aprofunda um processo de desmonte gradual da capacidade militar do país. A situação é particularmente grave porque o corte ocorre em um momento em que Exército, Marinha e Força Aérea já operam sob forte restrição orçamentária, acumulando atrasos em programas estratégicos, dificuldades logísticas e crescentes limitações operacionais. Projetos de modernização, aquisição de equipamentos, manutenção de meios, desenvolvimento tecnológico e programas industriais de defesa passam a operar em estado crítico. Em muitos casos, o problema já não é mais desacelerar programas — é simplesmente garantir sua sobrevivência administrativa e financeira. O mais simbólico é que, enq...

F.1 equatoriano

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  A Força Aérea do Equador (FAE) operou um total de 18 caças Dassault Mirage F1. O contrato foi assinado com a França em 1977, e as aeronaves foram entregues a partir de 1979. A frota equatoriana dividia-se em dois modelos específicos para o país, sendo 16 Mirage F1JA (variante monoplace) de caça e ataque e dois Mirage F1JE (variante biplace) voltada para treinamento e conversão operacional de pilotos. Os Mirage F1 participaram ativamente de dois conflitos armados contra o Peru: a Guerra de Paquisha (1981) e a Guerra do Cenepa (1995). Neste último conflito, os caças equatorianos protagonizaram combates aéreos reais e foram creditados com a derrubada de um Sukhoi Su-22 da Força Aérea Peruana. A FAE aposentou o F.1 em fevereiro de 2011, após 31 anos de serviço ativo e mais de 33 mil horas de voo acumuladas.

Jaguar equatoriano

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  A Força Aérea Equatoriana (FAE) operou um total de 15 caças SEPECAT Jaguar ao longo de sua história. Essas aeronaves foram adquiridas da França, em resposta ao Dassault Mirage 5P adquiridos pelo Peru. Assim, em 1974, após analisar o F-4 Phantom, o English Electric Lightning, o Hawker Hunter e o Dassault Mirage 5, foi finalmente encomendada uma leva de doze aeronaves SEPECAT Jaguar International, dez delas monoposto e duas biposto. Em 1991, para compensar as perdas por acidentes e o desgaste natural da frota ao longo dos anos, a FAE comprou 3 Jaguar Gr.1 ex-RAF. Em 1981, o Jaguar teve um papel ativo na Guerra de Paquisha, um conflito com o Peru, com os Jaguars realizando missões reais de reconhecimento tático na região da Cordilheira do Cóndor para mapear posições inimigas, embora não tenha realizado nenhum ataque. Mísseis Matra R-550 Magic são carregados no FAE 309 Jaguar. A aeronave já está carregada com uma bomba de 500 kg Em 1995, durante a Guerra do Cenepa contra o Peru, a FA...

Força Aérea do Chile planeja a substituição do Tiger III

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  Com mais de 50 anos de operações em um dos ambientes geográficos mais exigentes do mundo, o Ministério da Defesa e a Força Aérea do Chile (FACh) iniciaram o planejamento para a futura substituição da frota de caças Northrop F-5E/F Tiger III. Recebidos a partir de 1976, os Northrop F-5E/F Tiger II rapidamente se tornaram um dos pilares da defesa aérea. A FACh recebeu 18 jatos (15 F-5E e 3 F-5F). Sua aquisição coincidiu com um profundo processo de modernização das Forças Armadas Chilenas durante o auge da Guerra Fria, contexto no qual a instituição começou a adotar novas doutrinas de combate supersônico, interceptação em alta velocidade e operações de reação rápida. Na década de 1990, os caças remanescentes foram modernizados, sendo elevados ao padrão Tiger III. A modernização deu ao F-5E a capacidade BVR. Atualmente 13 caças modernizados para o padrão Tiger III estão em serviço, sendo 10 da variante F-5E e três F-5F. Diversas alternativas estão surgindo para suceder o F-5. Uma das...

GUERRA DOS SEIS DIAS: O papel da surpresa e da dissimulação na guerra moderna

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  A criação do Estado de Israel em região palestina (1948) está na raiz da Guerra dos Seis Dias, mas não é sua causa única. A surpresa sempre foi um elemento fundamental na guerra. Da destruição da armada persa em Salamina (480 a.C.) ao ataque alemão nas Ardenas, em 1940, são numerosos os exemplos de campanhas militares decididas por lances inesperados. No mundo contemporâneo, a surpresa desempenha papel ainda mais central, sobretudo porque o alto poder destrutivo das armas modernas significa que a capacidade de retaliação de um inimigo pode ser desmantelada com um só golpe. A solução para isso tem sido o desenvolvimento de formas cada vez mais sofisticadas de vigilância. Em alguns exemplos a surpresa pode resultar de falha flagrante da vigilância e dos serviços de informação. Antes do ataque japonês a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, a coordenação do serviço secreto norte-americano era feita de maneira inadequada, o que não lhe permitia interpretar com precisão as intenções japo...

X-59 rompeu a barreira do som pela primeira vez

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  O demonstrador de tecnologia da NASA finalmente atingiu velocidade supersônica. O avião de nariz comprido, foi projetado para ajudar a desenvolver a tecnologia necessária para o voo supersônico "silencioso". O jato venceu a barreira do som no dia 5 de junho, mais de seis meses após decolar pela primeira vez . O X-59, peça central do programa Quesst (Quiet Supersonic Technology -Tecnologia Supersônica Silenciosa) da NASA, foi projetado para gerar leves vibrações em vez de estrondos. Se tudo correr conforme o planejado, o trabalho que está sendo realizado agora poderá ajudar a trazer de volta os voos supersônicos em larga escala aos Estados Unidos. Esse mercado desapareceu em 1973, quando a Administração Federal de Aviação proibiu tais voos para proteger pessoas e propriedades de fortes estrondos sônicos.

O AV-8 é a segunda versão do Harrier

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  As primeiras versões, o AV-8A, foram desenvolvidas pela empresa britânica Hawker Siddeley na década de 1960. Os Fuzileiros Navais dos EUA começaram a usar os jatos em 1971 e, a partir de 1985, passaram a utilizar uma versão atualizada, o AV-8B, construída pela McDonnell Douglas. Em 1996, cada jato custava cerca de US$ 23,6 milhões. Em valores atuais, isso equivale a cerca de US$ 50 milhões. O USMC chegou a operar cerca de 280 Harriers. Os Harriers estão dando lugar ao F-35B, a versão de decolagem e pouso vertical do caça furtivo de 5ª geração, que custa cerca de US$ 110 milhões.