Interceptar drones iranianos está gerando preocupação por conta dos altos custos dos mísseis

 



Os Estados Unidos e seus aliados têm recorrido ao uso de caças para interceptar drones de ataque iranianos no Oriente Médio, uma tática que reduziu o número de incursões, mas levanta questões operacionais e financeiras.

O uso de caças avançados para abater veículos aéreos não tripulados de baixo custo expõe uma crescente disparidade entre o preço dos sistemas ofensivos e os meios empregados para neutralizá-los.

Um oficial das Forças Armadas dos EUA confirmou que caças e helicópteros de ataque interceptaram drones lançados pelo Irã. Segundo o oficial, essas operações contribuíram para uma redução de 83% no uso de drones por Teerã desde o início da operação militar.

No entanto, analistas e ex-pilotos alertam que o método atual é caro e até mesmo arriscado. Muitos drones de ataque unidirecionais, como o Shahed-136, têm um custo estimado em dezenas de milhares de dólares, enquanto caças normalmente utilizam mísseis muito mais caros, como o AIM-120 AMRAAM ou o AIM-9 Sidewinder.

Essa assimetria de custos é exacerbada quando plataformas avançadas, como o F-35, são usadas para interceptar ameaças relativamente simples.

Em resposta a esse desafio, o Pentágono começou a introduzir alternativas mais econômicas, como o míssil guiado Advanced Precision Kill Weapon System II (APKWS II), que pode ser lançado por caças como o F-16 ou o F-15E Strike Eagle.




Ao mesmo tempo, Washington busca aproveitar a experiência da Ucrânia na defesa contra drones de fabricação iraniana usados ​​pela Rússia durante a guerra que começou em 2022, numa tentativa de adaptar suas táticas à proliferação de enxames de veículos aéreos não tripulados em conflitos contemporâneos.

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