Vampire, o segundo caça a jato da RAF
Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, o de Havilland Vampire foi o segundo caça a jato operacional da RAF e o primeiro a ser equipado com apenas um motor.
Ele entrou em serviço em abril de 1946 e se tornou um dos maiores sucessos de exportação da aviação britânica no pós-guerra.
O jato era facilmente reconhecível por sua fuselagem central curta em formato de "ovo" e sua cauda dupla (twin-boom) e o motor único. Essa configuração foi escolhida para que o tubo de escape do turbojato de Havilland Goblin fosse o mais curto possível, evitando a perda de empuxo.
Seguindo a tradição do famoso caça-bombardeiro Mosquito, a seção frontal da cabine do Vampire era feita de madeira compensada prensada (balsa e bétula), combinada com metal no restante da estrutura.
O Vampire acumulou recordes importantes:
- Foi o primeiro jato a pousar e decolar de um porta-aviões (1945)
- Foi o primeiro jato a realizar uma travessia completa do Oceano Atlântico (1948)
- Estabeleceu um recorde mundial de altitude em 1948, atingindo 18.119 metros.
Assim como o Meteor, era equipado com quatro canhões Hispano de 20 mm no nariz e podia ser armado com bombas ou foguetes em cabides subalares para missões de ataque ao solo.
Batismo de Fogo
Emergência Malaia (1948–1960): Os Vampires da RAF voaram centenas de missões de ataque contra guerrilheiros comunistas nas selvas da Malásia.
Crise de Suez (1956): Jatos Vampire da Força Aérea Egípcia realizaram algumas missões de ataque contra forças terrestres de Israel. Quatro Vampires foram perdidos para a Caça israelense.
Caxemira (1965): Usado pelos indianos em missões de ataque contra forças paquistanesas. No entanto, quando cruzaram com os caças F-86 Sabre do Paquistão, os Vampires se mostraram totalmente obsoletos, sofrendo pesadas perdas e sendo retirados dos combates logo em seguida.
A de Havilland fabricou entre 1944 e 1955 um total de 3.300 unidades. Considerando as licenças de fabricação, o total alcança 4.300 unidades.
Ele serviu na linha de frente da RAF até 1953 e foi efetivamente retirado de serviço em 1966. Foi exportado para mais de 30 países, operando em forças aéreas da Europa, América Latina (como Chile e Venezuela), Ásia e Oceania.
Embora não fosse tão veloz quanto os jatos de asas enflechadas que surgiriam nos anos 1950, o Vampire era extremamente ágil, fácil de pilotar e econômico, servindo como a introdução perfeita à era do jato para milhares de pilotos ao redor do mundo.


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