Swift, o 4º caça a jato da RAF
O Supermarine Swift entrou para a história da RAF não por suas qualidades, mas por ser lembrado como um dos maiores fracassos de desenvolvimento da aviação britânica do pós-guerra.
O Swift nasceu a partir de protótipos de asas enflechadas baseados no caça naval Supermarine Attacker. Devido às tensões da Guerra Fria e à obsolescência dos caças da RAF frente ao soviético MiG-15, o governo britânico ordenou a produção do Swift pulando etapas, direto da prancheta de desenho, sem testes adequados.
Falhas de projeto
Logo após entrar em serviço em fevereiro de 1954 (versões Mk 1 e Mk 2), o avião apresentou graves defeitos, como o fato de ao disparar os dois canhões ADEN de 30 mm em altitudes elevadas, o fluxo de gases apagava o motor a jato, causando vários acidentes. Ele também sofria de instabilidade aerodinâmica e problemas de controle de pitch em alta velocidade.
Após múltiplos acidentes fatais e falhas nas tentativas de correção (versões Mk 3 e Mk 4), a RAF cancelou os contratos de produção em fevereiro de 1955, menos de um ano após a introdução. O Hawker Hunter, que se provou um projeto infinitamente superior, assumiu o papel de caça de interceptação principal.
O governo britânico havia encomendado 497 aviões. A Supermarine fabricou 197 unidades quando o programa foi cancelado.
A única versão bem-sucedida foi o Swift FR Mk 5, uma variante de reconhecimento tático e caça-bombardeiro de baixa altitude. Como operava abaixo da altitude onde os motores apagavam, ele serviu com distinção na Alemanha Ocidental até 1961, sendo elogiado pela robustez de sua estrutura em voos baixos.
Embora tenha sido um fiasco operacional como caça puro, o Swift Mk 4 estabeleceu um recorde mundial absoluto de velocidade aérea em setembro de 1953, atingindo 1.187 km/h na Líbia, um recorde que durou apenas alguns dias antes de ser quebrado pelo próprio Hawker Hunter.
A RAF retirou o modelo da linha de frente em 1955 e aposentou o jato oficialmente em 1961.


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