Scimitar, a problemática espada curva da Marinha Real
O Supermarine Scimitar foi um caça de ataque naval bimotor que operou na Marinha Real Britânica (Royal Navy) entre 1958 e 1966. Ele foi o último avião militar produzido pela lendária Supermarine, a mesma fabricante do icônico Spitfire da Segunda Guerra Mundial.
O jato nasceu com a função principal de ataque ao solo e interceptador de baixa altitude operado a partir de porta-aviões.
Foi o primeiro avião da Marinha Real capaz de atingir velocidades transônicas (próximas à velocidade do som) em voo nivelado e podia carregar armas nucleares convencionais.
O modelo fazia uso de dois motores turbojato Roll-Royce Avon 202, cada um gerando 5.000 kg de empuxo seco. O caça tinha uma velocidade máxima de 1.185 km/h em altitude.
A Supermarine dotou o modelo com 4 canhões Aden de 30 mm, além de cabides subalares para bombas, foguetes e, posteriormente, mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder.
Apesar de inovador, teve uma carreira curta e problemática. O Scimitar sofreu com um grande número de acidentes devido a falhas mecânicas. Pilotar o jato mostrou-se algo muito exigente, o que resultou na perda de 39 das 76 aeronaves produzidas.
O Scimitar ficou apenas 11 anos em serviço, sendo substituído pelo mais moderno e bem-sucedido Blackburn Buccaneer.


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