Portugal considera o F-35 para substituir o F-16
Os Estados Unidos estão intensificando sua campanha para vender o F-35 a Portugal. Em declaração feita em Lisboa, o Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que seu país fará a Portugal uma oferta “muito competitiva”. A proposta norte-americana enfrenta rivais europeus, enquanto Lisboa avalia o custo, a capacidade e as implicações estratégicas de seu próximo caça.
O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, afirmou após reunião com Rubio que Lisboa está considerando seriamente a proposta norte-americana, embora tenha enfatizado que outras opções continuam sendo analisadas.
A Força Aérea portuguesa (FAP) opera atualmente 25 caças F-16AM/BM modernizados, sendo 21 F-16AM e quatro F-16BM biposto. Portugal adquiriu um total de 45 aeronaves F-16A/B Block 15 através dos programas Peace Atlantis I e II no início dos anos 1990, substuindo sua envelhecida frota de Vought A-7 Corsair.
As aeronaves em serviço foram reformadas para o padrão F-16C/D Block 50/52.
Doze antigos F-16 portugueses foram transferidos para a Romênia em virtude de um acordo assinado em 2013, com as entregas ocorrendo em 2016 e 2017. Posteriormente, a Romênia encomendou mais cinco aeronaves em 2019.
Estruturalmente, os F-16 portugueses poderiam potencialmente permanecer em serviço até meados da década de 2040. Mas manter a sua relevância contra forças aéreas cada vez mais sofisticadas exigiria investimento contínuo em aviónica, sensores, comunicações e sistemas de autoproteção.
Portugal enfrenta uma escolha entre continuar a investir em aeronaves de quarta geração cada vez mais obsoletas ou passar diretamente para a quinta geração.
Desde o fim da Guerra Fria, Portugal tem-se envolvido muito mais em operações e missões fora da sua área de atuação, em apoio à OTAN.
A FAP ainda não lançou formalmente um processo para a substituição da frota.


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