O veneno do mar da Marinha Real




O de Havilland Sea Venom foi um caça a jato britânico, projetado para operar a partir de porta-aviões, que teve grande importância histórica. Foi o primeiro caça operacional para qualquer condição climática e o primeiro equipado com radar a servir na Marinha Real Britânica (Fleet Air Arm).

Desenvolvido a partir do modelo terrestre Venom (que por sua vez evoluiu do pioneiro Vampire), ele foi a resposta da força naval para a necessidade de um interceptador embarcado que pudesse atuar sob qualquer condição climática.

O protótipo naval voou pela primeira vez em 1951 e a aeronave entrou em serviço oficial na Fleet Air Arm em 1954. Para operar em porta-aviões, ele recebeu modificações essenciais como asas dobráveis, gancho de parada para pouso, trem de pouso reforçado e uma capota ejetável adaptada para sobrevivência sob a água.

O caça era um jato de dois lugares equipado com um motor turbojato Ghost, alcançando velocidades superiores a 915 km/h. Ele acomodava o piloto e um operador de radar lado a lado. Seu armamento frontal consistia em quatro canhões Hispano de 20 mm, além da capacidade de carregar foguetes e bombas.

Em Combate

O Sea Venom teve seu batismo de fogo na Crise de Suez em 1956, onde esquadrões operando a partir de porta-aviões como o HMS Eagle atacaram aeródromos egípcios e deram cobertura aérea às tropas. Ele também atuou em missões de contra-insurgência e patrulha no Chipre, Iêmen e Áden.

A de Havilland fabricou 416 unidades, sendo 256 para a Marinha Real, 39 para a Marinha Real Australiana e 121 para a Marinha da França, onde o Sea Venom foi fabricado sob licença pela Sud-Est (SNCASE) e recebeu a designação local de Aquilon.

Aquilon



A partir de 1959, o Sea Venom começou a ser gradualmente substituído por um caça mais moderno e robusto da mesma fabricante, o De Havilland Sea Vixen. O modelo foi completamente aposentado da linha de frente britânica por volta de 1970.


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