O bucaneiro da Marinha Real e depois da RAF





O Blackburn Buccaneer foi um caça-bombardeiro britânico subsônico, operado inicialmente pela Marinha Real e, depois, pela Real Força Aérea britânica (RAF) entre as décadas de 1960 e 1990. Projetado especificamente para ataques nucleares e convencionais a baixíssima altitude, ele foi a solução britânica para contornar as defesas de radar soviéticas durante a Guerra Fria.

Desenvolvido nos anos 1950 em resposta ao surgimento dos cruzadores soviéticos da classe Sverdlov. A estratégia era voar abaixo da cobertura de radar dos navios inimigos para atacá-los. Como operaria em baixíssima altitude, onde o ar é mais denso, sua estrutura foi construída de forma extremamente robusta para suportar a severa turbulência de voos baixos e os pousos violentos em porta-aviões.




O jato apresentou um excelente perfil de voo, mostrando alta estabilidade voando a mais de 1.000 km/h a poucos metros da água ou do solo.

O Buccanner possuía um inovador porão de bombas rotativo, que reduzia o arrasto aerodinâmico. Podia carregar bombas convencionais, mísseis antinavio, como o Sea Eagle, e armas nucleares.

O modelo começou sua carreira a bordo dos porta-aviões da Marinha Real, até que esses grandes navios foram retirados de serviço por conta da política. Assim, 108 jatos foram transferidos e operados com grande sucesso pela RAF a partir de bases terrestres.

Em combate

Apesar de ter entrado em serviço em 1962, foi somente em 1991, na Guerra do Golfo, que o caça obteve o seu batismo de fogo, cumprindo missões de ataque, onde utilizou seus designadores a laser para guiar as bombas de precisão.




O modelo foi retirado de serviço definitivamente em 1994, sendo substituído pelo Panavia Tornado.

Até a Blackburn Aircraft ser absorvida pela Hawker Siddeley, ela fabricou 211 unidades do modelo. Destes, 16 foram vendidos para a Força Aérea da África do Sul (SAAF), que os utilizou intensamente em missões de ataque contra posições fortificadas em Angola.

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