Falcão do Mar, o segundo caça a jato da Marinha Real
O Hawker Sea Hawk foi um caça-bombardeiro a jato de grande sucesso operado pela Marinha Real Britânica (Fleet Air Arm) durante a década de 1950, tornando-se a espinha dorsal da aviação embarcada do Reino Unido após substituir o ultrapassado Supermarine Attacker.
Embora mantivesse as asas retas típicas da primeira geração de jatos, possuía um desenho aerodinâmico muito limpo e eficiente. Ele contava com trem de pouso triciclo, corrigindo o problema de visibilidade e ejeção de gases do Attacker. Também tinha uma cabine em formato de bolha que permitia uma excelente visão ao piloto.
O avião era propulsado por um único motor Rolls-Royce Nene, mas utilizava um arranjo peculiar onde o tubo de escapamento era dividido em dois, saindo pelo bordo de fuga das raízes das asas. Isso liberava espaço na fuselagem traseira para o tanque de combustível e equipamentos.
Em combate
O jato teve seu batismo de fogo na Crise de Suez (1956). Operando a partir dos porta-aviões britânicos, ele realizou dezenas de missões de apoio aéreo aproximado e ataque ao solo, provando ser uma plataforma extremamente robusta e estável.
O modelo tinha quatro canhões Hispano de 20 mm alojados sob o nariz. Em suas versões de caça-bombardeiro, podia carregar uma combinação de foguetes não guiados e bombas de até 227 kg.
A Hawker Aircraft e a Armstrong Whitworth Aircraft juntas fabricaram 542 unidades entre os anos de 1949 e 1956.
A Marinha Real retirou o Sea Hawk dos esquadrões de linha de frente em 1960 e o desativou em definitivo em 1969.
Diferente de seu antecessor, o Sea Hawk foi amplamente exportado. Ele serviu com destaque nas marinhas da Alemanha Ocidental, da Holanda e da Índia. A Marinha Indiana operou o jato até 1983, utilizando-o com sucesso na Guerra Indo-Paquistanesa de 1971.



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