Attacker, o início da Era do jato na Marinha Real
Embora o De Havilland Sea Vampire tenha sido pioneiro em termos de testes — tornando-se o primeiro caça a jato do mundo a pousar e decolar de um porta-aviões em 1945, o primeiro caça a jato a entrar em serviço operacional com a Marinha Real britânica (Fleet Air Arm - FAA) foi o Supermarine Attacker em 1951.
Ele foi desenvolvido utilizando as asas com fluxo laminar e o trem de pouso do Supermarine Spiteful (um sucessor a pistão do lendário Spitfire) combinados a uma nova fuselagem equipada com o motor turbojato Rolls-Royce Nene.
Como os engenheiros da Supermarine reaproveitaram o projeto do Spiteful, o jato acabou fazendo uso de um trem pouso convencional, com uma pequena roda na cauda, o que era incomum e problemático para jatos operando no convés, pois o sopro do motor apontava diretamente para o convés. Suas asas também eram retas, em uma época em que asas enflechadas começavam a dominar.
O jato tinha uma velocidade máxima de 950 km/h e era armado com 4 canhões Hispano de 20 mm, além de capacidade para carregar bombas ou foguetes sob as asas.
O Attacker teve uma carreira muito curta, sendo retirado de serviço em 1954. Ele foi atropelado pela tecnologia dos novos jatos, como o Hawker Sea Hawk e o De Havilland Sea Venom.
A Supermarine fabricou 185 unidades. Deste total, 36 jatos da variante terrestre desnavalizada (FB.50) foram exportados para a Força Aérea do Paquistão, o único cliente estrangeiro do modelo.


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