A raposa do mar da Marinha Real
O de Havilland Sea Vixen foi um caça bimotor com a função de interceptação e defesa da frota, operado pela Fleet Air Arm da Marinha Real Britânica entre as décadas de 1950 e 1970.
O jato foi a primeira aeronave de combate britânica a não ter canhões internos em seu projeto inicial, confiando exclusivamente em mísseis ar-ar e foguetes.
A de Havilland começou a desenvolver a aeronave no final dos anos 1940 sob o código de projeto DH.110. A intenção original era criar um caça pesado noturno/para qualquer clima que servisse tanto à Real Força Aérea (RAF) quanto à Marinha Real (Royal Navy). No entanto, a RAF acabou perdendo o interesse no modelo e preferiu comprar o caça concorrente, o Gloster Javelin.
Os projetistas da de Havilland mantiveram a cauda característica do Sea Venom, mas com asas enflechadas e um tamanho muito maior e mais robusto.
O piloto sentava em uma bolha convencional à esquerda. O operador de radar ficava totalmente escondido dentro da fuselagem à direita, em um local escuro apelidado de "Coal Hole" (Buraco de Carvão), para que pudesse enxergar melhor as telas de radar da época, criando assim um cockpit com desenho assimétrico.
O jato foi projetado para transportar mísseis guiados por infravermelho Firestreak e, mais tarde, os mísseis Red Top, além de foguetes não guiados.
O modelo entrou em serviço em 1959 e foi retirado da linha de frente em 1972, sendo substituído pelo lendário McDonnell Douglas Phantom FG1.
Embora fosse uma plataforma de radar e interceptação muito potente para o seu tempo, o Sea Vixen nunca entrou em combate real direto contra outras aeronaves. Infelizmente, teve uma taxa de acidentes muito alta: das 151 unidades construídas, 54 foram perdidas em acidentes operacionais devido à complexidade das operações em porta-aviões e falhas mecânicas.



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