A História por trás da imagem
A icônica fotografia registra um momento histórico da Guerra Fria em 1961. Ela reúne duas filosofias de design completamente diferentes projetadas para a mesma missão crucial: o bombardeio estratégico nuclear.
Juntos, um bombardeiro britânico Avro Vulcan B.2 com sua imponente asa delta e pintura branca "anti-flash" (feita para refletir a radiação de uma explosão nuclear) forma com o imponente Boeing B-52H Stratofortress, com suas asas enflechadas e oito motores.
O Motivo do Encontro
Ambas as aeronaves estão voando juntas por conta do desenvolvimento de uma arma comum: o míssil balístico lançado pelo ar AGM-48 Skybolt.
No início dos anos 1960, as defesas antiaéreas da União Soviética evoluíram tanto que enviar bombardeiros pesados para sobrevoar diretamente o território inimigo tornou-se uma missão quase suicida.
Os EUA e o Reino Unido decidiram cooperar no desenvolvimento do Skybolt. Esse míssil permitiria que os bombardeiros disparassem suas ogivas nucleares a centenas de quilômetros de distância, mantendo a salvo as aeronaves e suas tripulações.
O Vulcan britânico que aparece na foto viajou até a base americana de Edwards justamente para testar a compatibilidade e a integração eletrônica com os sistemas de testes compartilhados com o B-52.
Apesar do potencial militar e dos testes bem-sucedidos retratados nesta época, o governo dos Estados Unidos cancelou o programa Skybolt em 1962 devido aos altos custos e ao surgimento dos mísseis intercontinentais (ICBMs) disparados de submarinos.
Curiosidade
A imagem possui uma ilusão de ótica sobre o tamanho dos aviões. Embora pareçam quase idênticos em proporção na foto, o B-52 é muito maior. Ele possui uma envergadura de aproximadamente 56 metros, enquanto o Vulcan mede cerca de 33 metros. O Vulcan parece maior no registro apenas porque estava voando em uma altitude ligeiramente superior, mais próximo do fotógrafo.


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