Os gatos da Grumman: F-111B
O F-111B não pode ser considerado um "gato da Grumman", mas as lições aprendidas no programa serviram de base para o último gato da companhia.
Como a General Dynamics não tinha experiência prévia no projeto de aviões embarcados em porta-aviões, a parceria com a Grumman foi essencial para tentar adaptar o projeto F-111 aos exigentes requisitos da Marinha dos EUA.
Coube a Grumman modificar a estrutura básica do F-111A para operar em porta-aviões. Isso incluiu o desenho de asas com pontas alongadas para aumentar a sustentação e o tempo de patrulha, além de uma seção do nariz, significativamente mais curto, para que o avião coubesse nos elevadores dos navios e melhor visibilidade na aproximação para pouso.
A montagem final do F-111B ocorreu sob responsabilidade e nas instalações da Grumman. Ela também liderou a complexa tarefa de integrar o radar Hughes AN/AWG-9 e os mísseis de longo alcance AIM-54 Phoenix, que eram o coração do sistema de defesa aérea da Frota.
A Grumman também conduziu grande parte dos testes de voo de desenvolvimento e apoiou os testes a bordo do porta-aviões USS Coral Sea em 1968.
O F-111B acabou sendo cancelado em 1968 por se mostrar pesado demais, pouco ágil e inadequado para operações embarcadas. No entanto, a participação no projeto não foi em vão. Percebendo as falhas do avião, a Grumman começou a projetar secretamente uma alternativa própria.


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