Os demônios da McDonnell: FH-2 Banshee

 



O FH-2 foi uma evolução direta do FH-1 Phantom e fez parte dos primeiros caças a jato embarcados operados pela Marinha e pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

O Banshee provou ser uma plataforma de armas muito estável e robusta no início da Era dos jatos, pavimentando o caminho para interceptadores ainda mais pesados e tecnológicos de pós-guerra.

Equipado com dois motores turbojato Westinghouse J34-WE-34, conseguia operar em velocidades próximas de Mach 0,85. A variante F2H-2 recebeu tanques de combustível permanentes nas pontas das asas (tip tanks) de 700 litros, o que aumentou drasticamente o seu alcance de combate.

O jato tinha quatro canhões de 20 mm no nariz e recebeu pontos de fixação sob as asas para carregar até oito bombas ou foguetes. Também fazia uso de asas dobráveis e um sistema exclusivo de "ajoelhamento" da engrenagem dianteira, que abaixava o nariz do avião para permitir o estacionamento compacto de mais aeronaves no deck.

O F2H teve seu batismo de fogo na Guerra da Coreia (1950–1953). Embora tenha sido projetado como um caça de superioridade aérea, acabou realizando escolta de bombardeiros em alta altirude, ataque ao solo e reconhecimento.




O Banshee, com suas asas retas, não tinha capacidade de enfrentar o MiG-15. o Banshee não registrou vitórias ar-ar.

Entre 1948 e 1952, a McDonnell fabricou 895 aviões. A Marinha dos EUA retirou o jato de serviço em 1959 e em 1962 pela Marinha canadense.

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