O "Falcão Celestial" da Douglas: A-4 Skyhawk
Carinhosamente apelidado de "Scooter" (patinete), o Skyhawk foi um dos aviões de ataque mais bem-sucedidos da história da aviação militar. Projetado pelo lendário engenheiro Ed Heinemann na década de 1950, o jato rompeu com a tendência de caças cada vez maiores e mais pesados
A Douglas focou em uma filosofia de máxima simplicidade e peso reduzido, criando um avião de ataque a bordo de porta-aviões compacto, ágil, econômico e capaz de carregar uma carga bélica impressionante, por vezes superando seu próprio peso vazio.
Apesar de não ter sido desenhado para combates aéreos, o Skyhawk conseguiu vitórias históricas contra caças supersônicos.
Guerra do Vietnã (EUA): Registrou 1 abate confirmado contra um MiG-17 norte-vietnamita utilizando foguetes não guiados Zuni.
Guerras do Oriente Médio (Israel): A Força Aérea de isarelenes utilizou o A-4 intensamente. Os pilotos israelenses conseguiram vários abates ar-ar apenas com o uso dos canhões de 30 mm. Na Guerra do Yom Kippur (1973), um A-4 israelense abateu dois caças MiG-21 sírios.
Perdas em Combate
Durante a Guerra do Vietnã, os EUA perderam 362 Skyhawks por todas as causas. A imensa maioria foi derrubada por artilharia antiaérea (AAA) e mísseis terra-ar (SAM); apenas um A-4 foi abatido por MiG-17 norte-vietnamita.
Na Guerra das Falklands (1982), os argentinos perderam 22 Skyhawks, contudo, eles conseguiram afundar ou destruir 5 navios britânicos.
O Skyhawk ganhou o apelido de "Scooter" por motivos bem humorados. O avião era minúsculo comparado aos outros jatos gigantescos da época. Ele era tão pequeno que suas asas nem precisavam ser dobradas para caber nos elevadores dos porta-aviões.
Por ser leve e pequeno, ele era extremamente fácil de ser manobrado e "empurrado" de um lado para o outro no apertado convés do navio, lembrando a facilidade de mover um patinete ou uma motoneta.
Os pilotos diziam que voar nele era tão ágil, direto e divertido quanto andar de "scooter" pelas ruas.
A Douglas produziu 2.960 unidades entre 1954 e 1979. O jato foi adotado por 10 nações. A Marinha dos EUA retirou o A-4 de serviço em 2003. Atualmente, a Marinha do Brasil (MB) é o único operador no Mundo do Skyhawk, designado localmente como AF-1 Falcão.
A MB deverá voar com o A-4 até 2030.




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