O Corsário da Vought
O A-7 Corsair II foi um avião de ataque subsônico operado a bordo de porta-aviões, amplamente utilizado pela Marinha e pela Força Aérea dos Estados Unidos a partir da década de 1960.
O modelo foi a proposta vencedora da Ling-Temco-Vought (LTV) para substituir o pequeno A-4 Skyhawk. O A-7 se tornou uma das aeronaves de apoio aéreo mais eficientes e econômicas da Guerra Fria.
Os engenheiros da LTV utilizaram o desenho básico do caça supersônico F-8 Crusader, mas com um corpo mais curto, largo e sem a asa de incidência variável.
As exigências da Marinha não pediam um projeto supersônico, assim o A-7 nasceu subsônico, trocando velocidade por maior capacidade de carregar uma quantidade massiva de bombas e mísseis.
O jato nasceu durante a Guerra do Vietnã e realizou ali o seu batismo de fogo. O modelo realizou 110 mil missões de ataque ao solo e apoio aéreo aproximado com altíssima precisão, com a perda de 104 aeronaves. O A-7 obteve a menor taxa de perdas de toda a aviação de combate na guerra.
Anos depois, o Corsair II retornou para a batalha na Guerra do Golfo, sua ultima grande guerra, realizando 737 missões de combate e nenhuma perda.
O A-7 foi uma das primeiras aeronaves a usar um sistema de navegação e ataque digital integrado e um moderno HUD (Head-Up Display), o que permitiu lançar bombas com uma precisão inédita para a época. Também se destacou pelo grande raio de ação e pela capacidade de resistir a pesados danos de fogo antiaéreo inimigo.
Embora o caça pudesse voar com dois mísseis AIM-9 Sidewinder, ele nunca entrou em combate ar-ar.
O nome "Corsair II" foi uma homenagem direta ao icônico caça da Segunda Guerra Mundial, o Vought F4U Corsair, mantendo a tradição de batizar aviões de ataque com nomes que remetem aos corsários e piratas.


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