Missileer, a "Sentinela Aérea" da Douglas
O F6D Missileer foi um projeto para um caça de defesa da frota proposto pela Douglas Aircraft Company para a Marinha dos Estados Unidos em 1959.
A principal característica do projeto era ir contra a tendência da época: em vez de focar em velocidade supersônica e manobrabilidade para combates aproximados (dogfights), o F6D foi concebido puramente como uma plataforma aérea de mísseis. Ele atuaria como uma espécie de "sentinela aérea" para proteger os porta-aviões contra bombardeiros soviéticos.
O jato era subsônico e lento. A ideia era que ele permanecesse em voo por longos períodos (cerca de 6 horas) a grande distância da frota. Ao detectar ameaças com seu radar de longo alcance, ele destruiria os alvos muito antes de entrar no alcance visual.
Para conseguir tal feito com a tecnologia da época, a Douglas escolheu o radar AN/APQ-81 da Westinghouse e faria uso de até seis mísseis AAM-N-10 Eagle. Esses mísseis tinham um alcance estimado de até 160 km e podiam carregar ogivas convencionais ou nucleares.
O projeto sofreu forte oposição interna de setores da Marinha. A maior crítica era quanto a vulnerabilidade do aparelho. Após disparar seus mísseis, o F6D ficaria totalmente vulnerável, pois não possuía nenhuma outra arma, como como canhões ou mísseis para auto defesa. Seu tamanho e sua baixa velocidade o impediam de realizar manobras evasivas eficazes.
Devido às dúvidas sobre sua capacidade de autodefesa, custos crescentes e mudanças nas prioridades do governo, o programa foi cancelado em 1960 antes que qualquer protótipo fosse construído.
Embora o avião nunca tenha voado, o conceito técnico e o espírito do projeto não morreram. Eles evoluíram diretamente para o desenvolvimento do sistema de radar e mísseis de longo alcance. O AAM-N-10 criou as bases para o AIM-54 Phoenix do icônico F-14 Tomcat anos mais tarde.
O F6D também marcou o ultimo projeto de aeronave de combate puramente da Douglas.


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