Futuro caça furtivo de 6ª geração F/A-XX da Marinha dos EUA está "sem rumo"
Em abril de 2026, autoridades da Marinha e do Departamento de Defesa dos EUA afirmaram que o vencedor da competição do caça de 6ª geração F/A-XX seria anunciado em agosto. Porém, em setembro, nenhuma decisão havia sido divulgada. Publicações especializadas indicam que o processo permanece praticamente parado, levantando dúvidas sobre financiamento, planejamento e autoridade para a decisão final.
O atraso já provoca impactos na aviação naval. Os F/A-18E/F Super Hornet terão de permanecer em serviço por mais tempo que o previsto, enquanto os F-35C deverão assumir maior carga operacional e uma variedade maior de missões. O resultado será maior desgaste, custos de manutenção crescentes e pressão sobre a logística e os orçamentos da Marinha.
Entre os principais desafios está a integração do F/A-XX ao planejamento orçamentário das próximas duas décadas. O programa já havia sido suspenso em 2025 e só avançou após o Congresso acrescentar US$ 900 milhões ao financiamento do ano fiscal de 2027. As interrupções evidenciam incertezas que vão além do dinheiro e podem tornar mais caro e complexo o prosseguimento do projeto.
O vencedor definirá o fabricante do caça que equipará os porta-aviões dos EUA a partir da década de 2040, substituindo o Super Hornet e o EA-18G Growler. Há ainda a possibilidade de que seja o último caça tático tripulado da Marinha, antes da transição para uma ala aérea híbrida, combinando aeronaves tripuladas e não tripuladas.
O momento político também é desfavorável. A Marinha enfrenta questões envolvendo a longa operação do USS Abraham Lincoln, problemas com o sistema EMALS do USS Gerald R. Ford e propostas de Trump para modificar futuros porta-aviões e até retomar catapultas a vapor.
Com tantos dilemas ainda sem solução, o anúncio do F/A-XX pode continuar sendo adiado.

Comentários
Postar um comentário