Arraia Celestial: O F4D Skyray da Douglas





O Skyray (mais tarde redesignado para F-6 Skyray) foi um caça interceptador supersônico operado a bordo dos porta-aviões da Marinha dos EUA. Também foi adotado pelo Corpo de Fuzileiros Navais.

Desenvolvido pela Douglas Aircraft Company, o jato entrou em serviço em 1956 e se destacou por seu formato exótico e desempenho impressionante de subida.

Por causa do seu formato, ele logo foi comparado a uma arraia, daí seu nome. Foi a primeira aeronave baseada em porta-aviões na história a deter o recorde mundial absoluto de velocidade, atingindo 1.211 km/h em outubro de 1953.

Também foi o primeiro caça naval capaz de romper a barreira do som em voo nivelado, sem precisar a recorrer a um mergulho raso. Sua principal missão era a defesa da frota. Ele foi projetado para decolar rapidamente de porta-aviões e interceptar bombardeiros inimigos (soviéticos) antes que eles pudessem atacar os navios.




Ele era equipado com 4 canhões orgânicos Colt de 20 mm e podia transportar os primeiros mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder, além de foguetes não guiados.

O Skyray foi o único caça da Marinha a ser integrado ao NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) para proteger o espaço aéreo dos EUA.

Apesar da excelente agilidade e velocidade, o Skyray teve uma vida útil curta, sendo retirado de serviço em 1964. O jato acabou atropelado pela tecnologia da época avançava muito rápido e a Marinha passou a exigir aeronaves multimissão e com radares mais avançados operados por um segundo tripulante, abrindo espaço para caças mais modernos, como o F-4 Phantom II.




A Douglas fabricou 420 unidades. O modelo nunca entrou em combate. Sua única missão real foi na Crise do Mísseis, onde os esquadrões estavam em permanente alerta.

O Skyray quebrou cinco recordes de tempo de subida. Ele conseguia decolar e atingir 15.000 metros em apenas 2 minutos e 36 segundos, subindo em um ângulo quase vertical de 70 graus.

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