Viagem surpresa do diretor da CIA a Moscou pode ter marcado uma fase mais sombria no impasse entre a OTAN e a Rússia
Estão surgindo novos e preocupantes relatos sobre a visita surpresa do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou no dia 25 de agosto. Todos os relatos apontam para uma advertência ao regime de Putin, embora a natureza exata dessa advertência varie.
Na Europa, crescem as preocupações com a expansão da agressão russa e, especificamente, com a possibilidade de um ataque a um país da OTAN para testar a determinação da aliança. Há também relatos de que Putin aumentará drasticamente as operações ofensivas na Ucrânia devido aos enormes danos que o país vem sofrendo com ataques de drones e mísseis de cruzeiro de longo alcance, além do fracasso das negociações de paz.
Há relatos até mesmo de que ele estaria considerando o uso de armas nucleares táticas para deter esses ataques e mudar o rumo do conflito que já dura anos. O Irã, é claro, também é uma questão importante, mas parece, pelo menos com base nas notícias, que ficou em segundo plano em relação aos objetivos do diretor em Moscou.
A visita “ocorreu após novas avaliações da Inteligência norte-americana, de acordo com o The Wall Street Journal, de que o presidente russo estaria na iminência de lançar um ataque para testar a determinação da OTAN com um ataque limitado a um país aliado.
Putin não está prestes a ceder à pressão econômica, disse a Bloomberg. Tampouco ele encerrará as hostilidades enquanto a Ucrânia continuar bombardeando refinarias e redes logísticas russas. Esses ataques estão tendo um efeito devastador sobre a economia russa e criando crescente frustração entre a população.
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