Para atender demanda, Saab vi elevar a produção do Gripen

 



A gigante aeroespacial sueca anunciou que pretende expandir a produção do Gripen E/F para trinta 30 caças por ano, a fim de responder às encomendas e programas atuais ligados à Colômbia, Brasil, Suécia e Ucrânia.

O segundo trimestre de 2026 registrou um crescimento de vendas de quase 30%. A empresa também reportou um fluxo de caixa positivo superior a US$ 100 milhões durante o primeiro semestre do ano.

O crescimento da demanda reflete na carteira de encomendas da Saab, que atingiu US$ 30 bilhões, enquanto a empresa manteve suas metas financeiras para o período de 2023 a 2027. A empresa prevê um crescimento orgânico das vendas de aproximadamente 22% durante esse período.

A Saab planeja aumentar progressivamente a produção do Gripen. Em abril, a empresa estava produzindo aproximadamente 15 aeronaves por ano. A meta é atingir entre 20 e 30 unidades/ano, com uma expansão gradual da capacidade.

A Ucrânia é um dos principais fatores por trás da expansão da produção, que avançou com a assinatura de um contrato para 16 caças Gripen E. O acordo, avaliado em aproximadamente US$ 2,5 bilhões, estipula entregas até 2030. O contrato também inclui peças de reposição, equipamentos e componentes associados à aeronave.

A decisão também tem consequências para a Força Aérea Sueca. O governo sueco anunciou o financiamento para substituir as aeronaves Gripen C/D que serão transferidas para a Ucrânia. Dessa forma, o programa ucraniano fica vinculado a expansão da frota sueca de Gripen E/F.

O Brasil representa mais um componente da expansão industrial do programa. A Saab e a Embraer já produzem o Gripen E no Brasil, e a Força Aérea Brasileira (FAB) já recebeu a primeira aeronave montada no país. O contrato brasileiro prevê 36 caças e existe a possibilidade de uma encomenda para mais 20 jatos.




A Colômbia também faz parte da base de clientes do Gripen E/F quando assinou contrato para 17 aeronaves que substituirão os velhos Kfir da Força Aérea Colombiana (FAC).

A combinação desses programas aumenta as necessidades de produção nos próximos anos. Além dos compromissos com a Suécia, o Brasil, a Colômbia e a Tailândia, há também demanda relacionada à Ucrânia. Portanto, a Saab busca reduzir o tempo necessário para fabricar cada aeronave e aumentar o número de unidades entregues anualmente.

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