Mesmo "aposentado", USAF continua tendo gastos com a pequena frota de F-117




Apesar de terem sido oficialmente retirados de serviço em 2008, uma pequena frota de jatos furtivos F-117 Nighthawk da Força Aérea dos EUA continua operando a partir do secreto Aeroporto de Testes de Tonopah, em Nevada.

A USAF disse que planeja manter as aeronaves em operação para pesquisa e desenvolvimento, testes e avaliações, e principalmente para treinamento, até 2034. Isso, por sua vez, exige manutenção contínua e suporte logístico, e um recente edital de licitação trouxe à tona uma das características mais obscuras da aeronave: um gancho de cauda de emergência que se aciona com o auxílio de cargas explosivas.

No início desta semana, a USAF divulgou detalhes sobre um contrato de fornecimento para novos dispositivos acionados por cartucho e dispositivos acionados por propelente em apoio à frota de F-117.

Os dispositivos de abertura automática da cabine encontrados em aeronaves militares modernas são geralmente associados a sistemas de ejeção de emergência, especialmente assentos ejetáveis. O pedido da USAF para esses dispositivos para a frota de F-117 inclui alguns que ajudam a ejetar a cabine da aeronave com segurança. A cabine do Nighthawk é um componente notavelmente pesado.

A maioria dos jatos de combate terrestres em serviço nos EUA, assim como muitos em serviço em outros países, possuem ganchos de cauda. Ao contrário de seus equivalentes baseados em porta-aviões, essas aeronaves possuem ganchos para uso emergencial em combinação com o sistema de frenagem instalado nas pistas em terra.

Em jatos de combate terrestres não furtivos, a integração de um sistema de gancho de cauda de emergência é relativamente simples, já que ele pode ser instalado externamente ou semi-externamente na parte traseira da aeronave. Para projetos furtivos, a situação é mais complexa, pois um gancho que se projete, mesmo que parcialmente, da parte inferior da fuselagem afetaria negativamente a seção transversal do radar da aeronave.




Embora o Nighthawk seja antigo, os jatos possuem perfis de assinatura distintos em radar, infravermelho e outras áreas, que continuam a oferecer benefícios para diversos fins de teste e treinamento. Desde 2008, sabe-se que as aeronaves têm sido usadas como agressores aéreos e como substitutos para mísseis de cruzeiro furtivos durante exercícios de grande escala. Como plataforma de testes, o Nighthawk também oferece uma variável de controle, já que suas assinaturas básicas são extremamente bem estudadas.

Manter uma frota reduzida em operação também teve outros efeitos indiretos, como a certificação do avião-tanque KC-46 Pegasus para reabastecer os Nighthawks em voo.


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