McDonnell Douglas F-15N Sea Eagle; rival do Tomcat



O F-15 Eagle e o F-14 Tomcat entraram para a história como dois dos mais importantes caças dos EUA de sua geração. O F-15, desenvolvido a partir das lições da Guerra do Vietnã, foi concebido para obter superioridade aérea e, graças à sua grande capacidade de evolução, transformou-se também em uma excelente aeronave de ataque. Sua versão mais recente, o F-15EX, deverá permanecer por décadas como peça central da Força Aérea dos EUA.

O F-14, por sua vez, nasceu após o fracasso do F-111B e do programa TFX. A Marinha dos EUA recorreu à Grumman para desenvolver um interceptador naval capaz de combinar sensores e armamentos avançados, grande autonomia e desempenho em combate aproximado. O Tomcat incorporava o radar AWG-9 e o míssil AIM-54 Phoenix, fundamentais para enfrentar bombardeiros soviéticos de longo alcance e seus mísseis antinavio.

Entretanto, o F-14 era consideravelmente mais caro que o F-15 e utilizava o problemático motor TF30, que apresentava tendência a estol e falhas nas pás da turbina. Diante disso, a McDonnell Douglas apresentou uma alternativa naval: o F-15N Sea Eagle.

Baseado no F-15A, teria asas dobráveis, trem de pouso reforçado e gancho de cauda adequado às operações em porta-aviões. Também seria mais barato que o F-14.

Para atender à principal exigência da Marinha, surgiu o F-15N-PHX, adaptado para transportar o AIM-54 Phoenix. Apesar de promissor, o peso adicional e os desafios de integração comprometiam seu desempenho.



Em 1973, chegou-se a sugerir um teste comparativo entre o Sea Eagle e o F-14A, mas a proposta não avançou. A Marinha permaneceu convencida de que o Tomcat, projetado especificamente para suas necessidades, era a melhor escolha.

Especulando sobre um cenário alternativo, caso o F-15N tivesse sido adotado, poderia ter reduzido a necessidade do F/A-18 e até substituído o A-6 por versões navais do F-15E. Nesse cenário hipotético, o F-15 talvez ainda fosse hoje o principal caça da Marinha dos EUA. 












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