Hind brasileiro
A Força Aérea Brasileira (FAB) operou 12 helicópteros da família Mi-24, especificamente da versão modernizada e de exportação designada como Mi-35M.
No Brasil, o modelo russo recebeu da FAB a designação de AH-2 Sabre. Em outubro de 2008, o governo brasileiro assinou um contrato no valor de US$ 250 milhões. A comprou ocorreu num contexto geopolítico, atrelado a interesses comerciais bilaterais, servindo como contrapartida para a abertura do mercado russo à carne brasileira.
Embora a base do helicóptero fosse o clássico "tanque voador" Mi-24 Hind, a versão brasileira recebeu modificações específicas exigidas pela FAB, como aviônicos ocidentais e de origem israelense, além de equipamentos compatíveis com óculos de visão noturna (NVG). As aeronaves foram entregues entre 2010 e 2014
Todos os helis foram destinadas ao Esquadrão Poti (2º/8º GAV), na Base Aérea de Porto Velho (RO) para patrulhar as fronteiras amazônicas.
A chegada do AH-2 Sabre revolucionou a aviação de asas rotativas da FAB, que até então adaptava helicópteros de transporte e salvamento para missões de ataque. Da noite para o dia a Força operava pela primeira vez um verdadeiro helicóptero de combate, blindado e com alta capacida real de combate.
Problemas de Manutenção e Suporte
Apesar do excelente desempenho, manter os Sabre no ar virou um pesadelo logístico. As Forças Armadas brasileiras, com uma doutrina ocidental com forte influência norte-americana, enfrentou um choque cultural e burocrático com o pós-venda russo, resultando em falta de peças e suporte técnico.
A taxa de prontidão operacional da frota ficou entre 50 a 60%, algo insustentável.
Em fevereiro de 2022, a FAB optou pela desativação gradual da frota.
No total, os Hinds brasileiros voaram menos de 10 mil horas ao longo de seus 12 anos de serviço ativo — uma vida útil considerada extremamente curta para aeronaves militares.
Atualmente, onze células encontram-se estocadas, aguardando uma possível venda internacional ou destinação final. Um exemplar (FAB 8961) foi enviado para o Museu Aeroespacial (MUSAL), no Rio de Janeiro.


Comentários
Postar um comentário