F-11 Super Tiger

 



A história do Super Tiger começou com o F-11 Tiger, caça supersônico monoplace que entrou em serviço na Marinha dos EUA em 1956. Seu motor Wright J65, equipado com um problemático pós-combustor, não entregava o desempenho esperado. Além disso, o F-8 Crusader cumpria a mesma função. O Tiger ficou célebre por um episódio insólito: em 1956, um piloto conseguiu atingir o próprio avião com os projéteis de seu canhão durante um mergulho.

A Grumman acreditava que o projeto tinha potencial e, em 1955, propôs instalar o novo motor General Electric J79 em dois F-11. Assim nasceu o F11F-1F Super Tiger, com entradas de ar modificadas e outras alterações.

O primeiro voo ocorreu em maio de 1956. O desempenho superou as expectativas: no quinto voo, o avião atingiu Mach 1,6 a 10.000 metros, com razão de subida três vezes superior à do F-11. Em 1957, o segundo protótipo alcançou Mach 2,04 e, em 1958 estabeleceu um recorde mundial de altitude, chegando a 23.451 metros.

Os testes da Marinha e da USAF foram favoráveis. Comparável ao F-104 Starfighter em velocidade, o Super Tiger tinha maior agilidade, cerca do dobro do raio de combate, era mais fácil de pilotar e possuía potencial multifuncional. A Grumman estudou vários armamentos e uma versão biplace.

Apesar disso, política e interesses industriais impediram seu avanço. A Marinha já havia escolhido o F-8, enquanto a USAF estava comprometida com a “série Century” e com o F-104. A Grumman buscou então compradores estrangeiros.




Canadá, Alemanha, Suíça e Japão avaliaram o Super Tiger, e os pilotos que o testaram elogiaram suas qualidades. Mesmo assim, os três primeiros optaram por outras aeronaves, enquanto o Japão inicialmente considerou o Super Tiger a melhor opção, mas acabou escolhendo o F-104.

No fim, apenas dois protótipos foram construídos. O primeiro acabou destruído. O segundo, recordista de altitude, sobrevive preservado num museu.

O Super Tiger é mais um dos melhores caças que nunca chegaram à produção.

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