Trojan nicaraguense
A Força Aérea da Nicarágua (FAN) operou um total de 4 aeronaves North American T-28 Trojan.
A história desses aviões na Nicarágua é bastante peculiar e tardia se comparada a outros operadores mundiais, envolvendo uma triangulação internacional complexa de compra de excedentes militares.
O T-28 era originalmente um treinador militar (utilizado também pela Marinha e Força Aérea dos EUA) que, devido à sua robustez, foi adaptado com sucesso para missões de contra-insurgência (COIN), suporte aéreo e ataque leve.
Diferente dos modelos puramente norte-americanos de fábrica, os aviões operados pela Nicarágua eram originalmente do modelo T-28A que haviam sido comprados pela França. A empresa francesa Sud-Aviation modificou essas células instalando motores muito mais potentes Wright R-1820 (de 1.425 hp) e cabides sob as asas para cargas de armas, criando a versão de ataque conhecida como Sud T-28S "Fennec".
Após serem utilizados em combate pela Força Aérea Francesa na Argélia, esses aviões foram vendidos para o Marrocos, que os vendeu em 1979 durante o regime nicaraguense de Anastasio Somoza. As 4 unidades foram usadas para reforçar urgentemente a capacidade de ataque ao solo contra a guerrilha sandinista.
Assim como ocorreu com os jatos T-33, a frota de T-28 Trojan teve uma história operacional extremamente curta no país. Poucos meses após a chegada e montagem das aeronaves, a Revolução Sandinista triunfou em julho de 1979. Os novos governantes desativaram a frota remanescente devido à incompatibilidade com a nova doutrina militar e à total falta de suporte logístico ocidental.

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