Primeiro porta-aviões nuclear do mundo será desmanelado

 

2001: a tripulação comemora os 40 anos de serviço do navio fazendo referência a famosa equação de Albert Einstein.




A Marinha dos EUA concedeu um contrato de US$ 418 milhões para o desmantelamento do primeiro porta-aviões de propulsão nuclear do mundo, o USS Enterprise (CVN-65).

A empresa contratada foi a NorthStar Maritime Dismantlement Services.

Incorporado à frota em 1961, o USS Enterprise tornou-se um navio singular: é o único porta-aviões da história equipado com oito reatores nucleares.

Essa solução técnica dotou o porta-aviões de capacidades excepcionais, mas também complicou significativamente seu descomissionamento.

Ao longo de mais de cinco décadas de serviço, o porta-aviões desempenhou um papel importante em eventos cruciais da história naval dos EUA.

Esteve em serviço de combate durante a Crise dos Mísseis de Cuba, realizou missões de combate no Vietnã, apoiou a evacuação durante a queda de Saigon e, após os ataques terroristas de 11 de setembro, foi repetidamente mobilizado em operações contra o terrorismo ao redor do mundo.

O Enterprise foi oficialmente desativado em 2012. Em 2017, todo o combustível nuclear havia sido completamente removido do navio. No entanto, ele permaneceu no estaleiro por muitos anos, enquanto a Marinha dos EUA buscava o método mais seguro e econômico para seu descarte.

Alguns especialistas e entusiastas defenderam a preservação do lendário porta-aviões como peça de museu. No entanto, a Marinha rejeitou essa ideia, pois os oito reatores estavam tão profundamente integrados à estrutura do casco, que é impossível desmontá-los com segurança, comprometendo as condições de ser exibido em um museu.




O aço comum e outros componentes estruturais seguros serão enviados para reciclagem, enquanto os materiais perigosos — incluindo os resíduos radioativos de baixa atividade remanescentes após a desmontagem das usinas nucleares — serão transportados para instalações de armazenamento.

Aproximadamente 35.000 ton de aço recuperadas do desmantelamento serão reutilizadas. Parte desse metal será utilizado na construção de seu sucessor — o porta-aviões nuclear da classe Ford, USS Enterprise (CVN-80).

A Marinha vê o desmantelamento do Enterprise servirá como projeto piloto para o futuro descomissionamento de todos os porta-aviões nucleares.


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