Mustang guatemalteco

 


A Força Aérea da Guatemala (FAG) operou 30 caças North American F-51D Mustang a partir de 1954, todas fornecidas pelos EUA a partir de estoques excedentes.


Os caças permaneceram na linha de frente até o início da década de 1970, tendo como missão principal o patrulhamento de fronteiras e missões de contra-insurgência do conflito armado interno guatemalteco.


Os F-51D Mustang da FAG tiveram uma história operacional intensa e violenta. Eles foram os principais vetores de apoio aéreo tático do governo durante as primeiras fases da Guerra Civil da Guatemala.

O Incidente do México (1958–1959)

Em dezembro de 1958, ocorreu um grave conflito diplomático e militar com o México após barcos pesqueiros mexicanos violarem repetidamente as águas territoriais da Guatemala.

O governo guatemalco então levou a cabo a "Operação Drake", onde os Mustangs da FAG interceptaram e metralharam barcos pesqueiros mexicanos. O ataque resultou na morte de três pescadores e deixou vários feridos. O episódio quase levou os dois países à guerra.

Ameaça de Invasão Cubana
O governo guatemalteco temia infiltrações de guerrilheiros apoiados por Fidel Castro a partir de Cuba. Os F-51D mantinham patrulhas de combate constantes sobre a costa do Caribe e o Golfo de Honduras. A missão era interceptar embarcações suspeitas de contrabandear armas para os rebeldes comunistas.


Fim da Era Mustang
O desgaste das células devido ao clima tropical úmido e o avanço da guerrilha forçaram a FAG a buscar jatos mais modernos. No início dos anos 1970, os Mustangs sobreviventes foram gradualmente substituídos pelos jatos de ataque Cessna A-37B Dragonfly, que assumiram o papel de contra-insurgência até o fim da guerra.

Na década de 1960, a FAG utilizou parte desses caças para formar uma famosa equipe de acrobacia aérea "Los Machitos". As aeronaves receberam uma pintura colorida especial, mas o grupo foi desativado após um trágico acidente em pleno ar envolvendo três dos Mustangs.


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