Invader nicaraguense
A Força Aérea da Nicarágua (FAN) operou uma frota oficial de 6 bombardeiros Douglas B-26 Invader.
No entanto, assim como ocorreu com outras aeronaves da FAN, a história do Invader no país possui uma "linha dupla" devido a operações sigilosas da CIA.
A Nicarágua adquiriu seus 6 primeiros exemplares no final da década de 1950 para substituir o solitário bombardeiro A-20H Havoc. A versão operada pela FAN foi o B-26B (caracterizada pelo nariz sólido equipado com uma bateria de metralhadoras para ataque ao solo).
Elas foram intensamente utilizadas pelo regime de Somoza para conter movimentos de guerrilha interna e em patrulhas de fronteira. As últimas unidades operacionais voaram até 1978. Devido ao desgaste severo das asas e à falta de peças, nenhum exemplar chegou a voar sob o comando da posterior Força Aérea sandinista (FAS).
A Invasão da Baía dos Porcos (1961)
Além das 6 aeronaves oficiais do inventário nacional, a Nicarágua serviu como a principal base de lançamento para cerca de 16 a 20 bombardeiros B-26 Invader da CIA em 1961. Os aviões pertenciam à Fuerza Aérea de Liberación (FAL) — formada por exilados cubanos treinados por norte-americanos.
O ditador Luis Somoza permitiu que a base aérea de Puerto Cabezas (codinome Happy Valley) fosse usada para armar e abastecer esses bombardeiros, de onde os B-26 decolaram para atacar as bases de Fidel Castro em Cuba durante o célebre episódio da Invasão da Baía dos Porcos.
Embora esses bombardeiros específicos operassem a partir de solo nicaraguense e com apoio logístico local, eles pertenciam formalmente a CIA e não foram integrados à frota regular da FAN.
Os bombardeiros Douglas B-26 Invader foram oficialmente desativados em 1978. A frota regular remanescente já vinha sofrendo há anos com sérios problemas estruturais de fadiga de material nas asas e com a total escassez de peças de reposição devido ao início dos embargos internacionais contra a ditadura de Anastasio Somoza.

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