Albatros nicaraguense
A Força Aérea da Nicarágua (FAN) operou um total de 6 jatos Aero L-39 Albatros. A introdução dessas aeronaves de fabricação checoslovaca ocorreu em 1992, durante um período de transição militar, e sua história no país é marcada por reviravoltas políticas e geopolíticas.
Em abril de 1983, aviões cargueiros líbios pousaram no Aeroporto de Manaus para reabastecimento. Autoridades brasileiras revistaram a carga e descobriram, sob documentação falsa de suprimentos médicos, caixas contendo o primeiro de 17 jatos L-39 desmontados destinados à Nicarágua.
A carga foi apreendida pelo Brasil e devolvida à Líbia meses depois, frustrando temporariamente os planos sandinistas.
Após a mudança de governo e a vitória eleitoral de Violeta Chamorro, a Força Aérea iniciou sua reorganização institucional. Em 1992, o país finalmente recebeu as suas 6 unidades do L-39 diretamento da Checoslováquia. Eles atuaram como treinadores avançados e aeronaves leves de ataque tático e patrulha de fronteira.
Devido aos severos cortes orçamentários do pós-guerra na década de 1990 e à falta de verbas para a manutenção de motores, a frota teve uma vida operacional curta. As aeronaves foram progressivamente retiradas de serviço e estocadas até serem completamente desativadas.

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