Mustang salvadorenho

 



A Força Aérea de El Salvador (FAS) operou um total de 17 caças North American P-51/F-51 Mustang

Diferente de outras nações latino-americanas que receberam seus Mustangs logo após a Segunda Guerra Mundial, El Salvador adquiriu os seus de forma tardia e emergencial entre 1968 e 1969 para se rearmar diante das crescentes tensões geopolíticas com Honduras.

As aeronaves operadas pela FAS dividiram-se em duas categorias principais:

Onze caças modificados pela Cavalier Aircraft Corporation: Diante de embargos militares oficiais, El Salvador comprou secretamente aeronaves executivas civis modificadas de volta para o padrão de combate pela empresa norte-americana Cavalier, incluindo tanques de combustível nas pontas das asas. Desse lote, 6 eram do padrão avançado Cavalier Mustang II.

Seis caças padrão P-51D convencionais: Adquiridos de proprietários civis e operadores privados norte-americanos, os quais foram rapidamente militarizados e pintados com camuflagem tática.

Durante o conflito de 100 horas contra Honduras, o país contava com 17 aviões, mas apenas uma parte estava totalmente pronta para entrar em combate.

Durante a guerra, um dos modelos mais avançados da frota salvadorenha (o FAS-404, pilotado pelo capitão Douglas Cordero) foi abatido em um combate ar-ar por um Corsair hondurenho.

Após o fim das hostilidades, os Mustangs sobreviventes continuaram patrulhando as fronteiras salvadorenhas até serem permanentemente aposentados em 1974, quando a maior parte foi vendida de volta para colecionadores particulares nos Estados Unidos.

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