O observatório espacial Swift da NASA está saindo de órbita. Será que uma empresa comercial conseguirá construir uma espaçonave em nove meses para salvá-lo?
Por mais de 20 anos, o Swift realizou pesquisas científicas prolíficas em órbita, buscando sinais de explosões de raios gama — as explosões mais poderosas do universo. Agora, ele está caindo, condenado a uma morte ardente até o final de 2026, à medida que sua órbita se deteriora.
Mas talvez não.
A NASA, ao que parece, tem em desenvolvimento uma ousada missão de resgate, algo nunca antes tentado no Espaço: a missão Swift Boost. O projeto prevê que uma espaçonave não testada, construída pela empresa do Arizona Katalyst Space Technologies, se encontre e acople ao Swift, algo para o qual o observatório nunca foi projetado.
O Swift não tem propulsores nem qualquer tipo de sistema de propulsão. E, ao longo dos anos, o aumento da atividade solar — o clima espacial causado pelo Sol — expandiu a atmosfera da Terra, criando um arrasto maior do que o esperado, o que o deslocou de sua órbita inicial para baixo.
No ano passado, a equipe da missão Swift percebeu que o telescópio espacial estava caindo mais rápido do que o esperado. Sem uma missão de resgate, o Swift cairia na Terra até o final deste ano.
Se tudo correr bem, o rebocador espacial da Katalyst (chamado Link) elevará o observatório para uma órbita mais alta e segura — o que prolongará a vida útil da telescópio. O lançamento está oficialmente marcado para o dia 27 de junho, com o Link sendo lançado pelo último foguete Pegasus XL fabricado, um propulsor lançado do ar construído pela Northrop Grumman.
Foi apenas em setembro de 2025 que a NASA selecionou a Katalyst para construir uma espaçonave capaz de impulsionar o Swift, com um orçamento de US$ 30 milhões. Isso foi há nove meses. E agora, a espaçonave Link, já finalizada — com seus três braços robóticos, três propulsores principais e um conjunto de outros instrumentos — está a bordo do foguete Pegasus XL e acomodada na fuselagem do avião de transporte L-1011 Stargazer, pronta para ser lançada sobre o Atol de Kwajalein, no Pacífico Sul.

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