Índia embarca no ambicioso projeto de caça de 5ª geração
A Força Aérea da Índia (India Air Force - IAF) aprovou formalmente seu programa de Aeronave Média Avançada de Combate (Advanced Medium Combat Aircraft - AMCA), entrando oficialmente no mercado de caças furtivos de Quinta geração.
O novo projeto, aprovado pelo governo, seguirá um novo caminho, abandonando o desenvolvimento obrigatório da aeronave pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL) e abrindo a licitação para empresas do setor privado.
O momento da decisão é crucial, após o recente conflito com o Paquistão, que resultou na perda de aeronaves de combate avançadas em confrontos aéreos de longo alcance com caças paquistaneses. Sem caças de 5ª geração, a IAF poderá se encontrar em grave desvantagem em relação aos caças de 5ª geração paquistaneses e chineses, como o J-20, o J-35A e o J-36.
Depender de aeronaves de 5ª geração ocidentais, como o F-35 norte-americano, o Tempest britânico-italiano-japonês, o Su-57 russo ou o KF-21* coreano, deixará a Índia dependente de apoio estrangeiro, dependência que o governo não quer.
O roteiro para o AMCA é ambicioso: o primeiro dos cinco protótipos deverá ser concluído em 2027, com um custo estimado de US$ 115 milhões. O primeiro voo está previsto para 2028 e a produção em série deverá começar em 2034.
A IAF já decidiu que cada AMCA terá um teto limite de US$ 100 milhões. Resta saber se o setor privado conseguirá.
A implementação bem-sucedida do programa AMCA consolidará a Índia como um ator importante no mercado global de caças de quinta geração, reduzindo a dependência de importações de aeronaves militares estrangeiras. No entanto, prolongá-lo por décadas, como ocorreu com programas anteriores, poderá expor o país a sérios desafios.

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