Gripens suecos interceptaram caças russos Su-34 sobre o Mar Báltico

 



A Flygvapnet (Força Aérea da Suécia) enviou caças Gripen C/D para interceptar aeronaves militares russas que operavam perto do espaço aéreo do país sobre o Mar Báltico, com incidentes separados ocorrendo nas partes sul e norte do Báltico no mesmo dia.

As aeronaves russas envolvidas foram identificadas como caças de ataque Su-34 e Su-24M. Imagens mostram um Su-24MR da Força Aérea Russa, a variante dedicada ao reconhecimento tático, sugerindo que pelo menos uma das aeronaves russas estava realizando coleta de informações em vez de patrulha de combate.

O Su-34 também pode ter realizando reconhecimento, já que a aeronave carregava três pods de reconhecimento universal Sych, permitindo que opere em uma gama muito mais ampla de funções e coleta de informações em tempo real. Os pods precisam ser montados externamente fornecendo vigilância radiotécnica, por radar e óptica.

As unidades de caça suecas de linha de frente são as menos capazes das principais Forças Aéreas da OTAN. O Gripen C/D não só é um projeto muito leve com capacidades limitadas, como também está em grande parte obsoleto.

A Flygvapnet corre contra o relógio. O primeiro Gripen E/F de "geração 4+" foi recebido em outubro de 2026 e a taxa de entrada em serviço deverá permanecer limitada.




O Gripen C/D utiliza um radar de varredura mecânica que está entre os mais fracos de qualquer caça construído no período pós-Guerra Fria e é altamente suscetível a interferências. A potência limitada do radar não só cria vulnerabilidades em guerra eletrônica, como também limita a consciência situacional, obrigando os Gripens a dependerem de aeronaves de apoio, como os F-35 ou os E-7 AEW&C, para poderem atingir alvos a longas distâncias.

Embora o Gripen E/F integre um conjunto de sensores mais moderno, ele ainda é limitado pelo tamanho muito pequeno do radar que pode transportar. Em avaliações de licitações internacionais, o caça demonstrou capacidades de combate bastante limitadas em comparação com outros caças rivais, principalmente o F-35.

Apesar disso, a família Gripen é valorizada por seus baixíssimos custos operacionais e de manutenção, permitindo que os operadores mantenham altos índices de disponibilidade.



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