Aeronave misteriosa avistada sobre a Área 51 lembra conceito de caça furtivo da década de 1980

 



Recentemente o site TWZ publicou uma imagem térmica que supostamente mostra um projeto de aeronave avançada nunca antes visto, que parece ser um precursor do futuro caça Boeing F-47 da Força Aérea dos EUA.

Diversos analistas lembraram de um conceito de caça furtivo em formato de "árvore de Natal" criado no início da década de 1980 por Darold Cummings, uma das mentes brilhantes por trás do YF-23 Black Widow da Northrop.

Cummings possui um extenso currículo na indústria da aviação que remonta a décadas. Ele foi uma figura-chave na Northrop no desenvolvimento do YF-23 e liderou a equipe da Boeing que desenvolveu o X-40A, que foi usado como plataforma de testes em apoio ao trabalho no que evoluiu para o avião espacial reutilizável X-37B.

“Fui contratado em 1982 para ser o Chefe de Configuração do programa Northrop ATF (Advanced Tactical Fighter) YF-23. ​​No início de 1983, a Northrop havia tentado desenvolver um caça tipo asa-voadora, mas que não seria possível, já que um caça com essa configuração não era viável. A única maneira de conseguir isso era com uma série de superfícies altamente enflechadas em 55 graus ao longo de toda a extensão da aeronave. O resultado foi o DP-21, criado em junho de 1983, que foi logo descartado como opção ao ATF por se mostrar instável acima de míseros 10 graus.”

O design da aeronave é chamado de "4 picos" ou "4 pontas", que se refere essencialmente ao número total de 'pontos quentes' na seção transversal do radar e à sua localização, cada um apontando em uma direção diferente no azimute. Quanto menos "picos" uma aeronave de baixa observabilidade (furtiva) tiver, mais fácil será gerenciar sua assinatura de radar e dificultar sua detecção e rastreamento, mas a localização desses picos também é importante.

Um design com quatro pontas, como o do B-2, possui uma característica crucial: não há nada visível de frente nem de trás, o que contribui imensamente para a capacidade de sobrevivência. Essas são as áreas de assinatura mais críticas, especialmente a frontal, quando a aeronave está se dirigindo para território hostil. Além disso, como essas pontas estão localizadas ao longo da trajetória de voo, elas permanecem consistentes no radar de ameaças enquanto a aeronave se move diretamente em direção ao sensor ou se afasta dele, e não são efêmeras como as laterais. Portanto, uma aeronave com quatro pontas seria muito atraente para um caça tático projetado para voar em território contestado.




“Em 1983, o DP-21, com seu formato de 'Árvore de Natal', seria difícil de pilotar. No entanto, com os modernos sistemas de controle de voo, esse projeto poderia ser controlado, mesmo em altos ângulos de ataque”, disse Cummings. “A furtividade é sempre melhor atendida com bordas longas no projeto, então o pequeno defletor dianteiro em forma de flecha não é o ideal, mas ainda apresenta características de baixa RCS.”

Para Cummings, muitas informações dos programas X-36 e ​​Bird of Prey influenciaram o projeto do F-47. "Sempre me impressionei com o X-36, pois parecia estar à frente de seu tempo.”

Imagem gerada por IA a partir de dados disponíveis na web.

Com informações retiradas de https://www.twz.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Northrop F-5E Tiger II foi uma boa escolha para a FAB?

O dia que o F-14 perdeu sua grande vitória na Guerra do Golfo

Se o F-5M irá até 2035, até quando irão os poucos A-4 da MB?