3 de junho de 1982

 


Neste dia, há exatos 44 anos, dois caças Northrop F-5E Tiger II decolaram da Base Aérea de Santa Cruz (RJ) para interceptar uma aeronave que entrou no espaço aéreo brasileiro sem identificação.

O "invasor" era um bombardeiro Vulcan da RAF (Royal Air Force - Real Força Aérea) que retornava de uma missão de ataque contra os radares do aeroporto de Port Stanley ocupado por forças argentinas nas Falklands (missão Black Buck 6) e sofreu uma quebra na sonda de reabastecimento em voo. Com pouco combustível e sem condições de retornar à Ilha de Ascensão, invadiu o espaço aéreo brasileiro para realizar um pouso de emergência.

Durante a decolagem, os caças ultrapassaram a barreira do som e as ondas de choque quebraram vidraças e assustaram pessoas no centro do Rio de Janeiro.




O Vulcan matrícula XM597 pousou com segurança na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele trazia um míssil antirradar AGM-45 Shrike não disparado. Devido à posição de neutralidade adotada pelo Brasil, a aeronave e sua tripulação ficaram retidas em solo brasileiro por nove dias antes de serem liberadas.

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