Os soviéticos tentaram dar uma sobrevida ao "Koncordski"

 



Quando os voos comerciais do Tu-144 foi encerrado, surgiu a questão sobre o que fazer com as aeronaves já produzidas. Planejava-se transferi-las para as forças armadas, em particular para uso na aviação naval, como aeronaves de apoio aos porta-mísseis Tu-22M Backfire.

A versão Tu-144P (Pomekhovyi, traduz-se para o português como "de interferência" ou "perturbador") seria uma aeronave de guerra eletrônica e reconhecimento, protegendo a formação Backfire quando (teoricamente) atacassem porta-aviões dos EUA.

Outra variante, o DP-2 (Dalniy Perekhvatchik, interceptor de longo alcance), deveria transportar mísseis ar-ar, também para proteger formações de Tu-22M. Finalmente, o Tu-144PP deveria ser uma combinação de ambos os conceitos, um interceptador e um avião de escolta com capacidade de interferência eletrônica.

Outro projeto, o Tu-144MR, seria uma aeronave de ataque e reconhecimento, equipada com dois mísseis antinavio pesados ​​Kh-45, para a Marinha da URSS.

Como parte dos preparativos preliminares, em julho de 1983, a aeronave CCCP-77114 chegou à base de aviação naval em Kipelovo, perto de Vologda, onde especialistas militares se familiarizaram com ela. Lá, a tripulação comandada pelo piloto militar Sergei Agapov quebrou uma série de recordes com o Tu-144D, incluindo atingir uma altitude de 18.200 metros e uma velocidade média de 2.035 km/h em um circuito fechado de 1.000 km, e 2.012 km/h em um voo de 2.000 km.




No fim das contas, o plano de transferir os Tu-144 para o serviço militar não foi implementado. Eles permaneceram na base da Tupolev em Zhukovsky e foram usados ​​ocasionalmente para experimentos. Alguns foram utilizados como ferramentas de ensino, peças de museu e monumentos.

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