2 de maio de 1982: 44 anos do afundamento do Gen. Belgrano
Neste dia, há exatos 44 anos, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror afundou o cruzador ARA General Belgrano, ceifando a vida de 323 argentinos.
Naquela altura da guerra - não declarada -, a maioria dos navios britânicos já havia chegado à Zona de Exclusão Total (TEZ - Total Exclusion Zone), a área circular (321 km) ao redor das Ilhas Falklands que os britânicos haviam declarado que não deveria ser cruzada.
O navio argentino General Belgrano também se aproximava da TEZ. Embora não tenha entrado na zona, os britânicos estavam tão preocupados com a possibilidade de esse cruzador afundar um dos dois porta-aviões britânicos (o que teria custado a guerra à Grã-Bretanha) que decidiram atacá-lo de qualquer maneira.
O submarino britânico HMS Conqueror chegou a 1.200 metros do Cruzador e disparou três torpedos Mk.8. O primeiro torpedo atingiu a proa e o segundo a popa, bem sobre a praça de máquinas.
Os impactos foram fulminantes e 20 minutos depois do ataque o Capitão deu a ordem de "abandonar o navio" aos 1.093 tripulantes.
O evento marcou o batismo de fogo de um submarino nuclear.
O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix, um sobrevivente do ataque japonês a Pearl Harbor em 1941. Descomissionado em 1946, ele foi vendido à Argentina em 1951.
O ex-USS Phoenix da classe “Brooklin” foi comissionado em 1938 e deslocava 13.500t e era armado com 15 canhões de alto calibre, capazes de causar estragos na frota inglesa.
Além dos canhões, o Belgrano tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38.
A decisão de atacar o Cruzador fora da TEZ foi devido ao fato da Marinha argentina estar se deslocando num clássico movimento de pinça, uma vez que o porta-aviões ARA 25 de Mayo e seu grupo de batalha estava ao norte das ilhas. Um S-2 Tracker argentino teria iluminado a frota inglesa com o radar de busca, marcando assim a posição dos britânicos. Mesmo fora da TEZ, o ataque tornou-se inevitável.
Ao norte, o HMS Splendid havia sido incumbido de localizar o 25 de Mayo, mas ainda não havia conseguido, conquanto no sul o Conqueror já acompanhava o Belgrano há dois dias, assim, o Cruzador foi o alvo escolhido.


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