Gripen para a Ucrânia poderá deixar a Embraer de fora
O CEO da Saab, Micael Johansson, disse que sua empresa está em negociações avançadas com o governo da Ucrânia para a concretização da venda de 150 caças Gripen E.
Segundo Micael, a planta em Gavião Peixoto será importante na produção, mas corre o risco de não participar por conta da política externa do atual governo, que vetou a venda de armas para Kiev,
Em Janeiro de 2023, o presidente Lula recusou um pedido da Alemanha para fornecer munições para os tanques Leopard 1 e para os sistemas antiaéreos Gepard. A justificativa foi que o Brasil não tinha interesse em enviar armas que seriam utilizadas na guerra.
No mesmo ano, em Abril, o governo brasileiro vetou a exportação de munição de artilharia de 105 mm para a Ucrânia. Em seguida, o Itamaraty trabalhou para não permitir a venda de 450 blindados Guarani (versão ambulância) para a UCrânia. Os veículos seriam produzidos em Minas Gerais. O valor do negócio foi avaliado em R$ 3,5 bilhões e 800 postos de trabalho.
Com base no histórico, a linha de produção do Gripen E para a Ucrânia não contaria com a participação brasileira.
Se o Canada aceitar a oferta sueca, para produzir o caça localmente, também deverá atender a demanda ucraniana.

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