Feliz Aniversário! A primeira interceptação real da FAB

 





No ultimo dia 9 de abril, a Força Aérea Brasileira (FAB) comemorou os 44 anos da primeira interceptação real ocorrida nos céus do Brasil.

Era uma sexta-feira Santa, pouco depois das 20h. Chovia torrencialmente no Planalto Central. Foi neste momento que os controladores do espaço aéreo brasileiro captaram um sinal voando sem identificação. O sinal era enorme. Não havia dúvidas, era preciso averiguar.

A Base Aérea de Anápolis (BAAN) estava as escuras por naquele momento por falta de energia elétrica em decorrência das fortes chuvas, obrigando assim a base a fazer uso do seu sistema de emergência.

O alarme soou no 1.º GDA (Grupo de Defesa Aérea) e dois caças F-103 (designação da FAB para o Mirage IIIEBR) foram acionados.

Às 21h os jatos decolaram na escura e molhada pista. Com plena potência rasgaram as pesadas nuvens de chuva a um ponto 300 km a Oeste de Brasília. Vetorados pelo CINDACTA I (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), perto do que hoje é o estado de Tocantis, os pilotos da FAB visualizaram um grande Ilyushin II-62M, matrícula CU-T1225, de fabricação soviética e pertencente à companhia aérea estatal Cubana de Aviación. No mundo da Guerra Fria, Brasil e Cuba não mantinham relações diplomáticas.

O piloto cubano resolveu ignorar os caças. No Palácio do Planalto o Presidente havia sido informado e como os cubanos não colaboravam, foi dado um prazo para resolverem, ou então os caças poderiam derrubar o invasor.




O controlador avisou ao piloto cubano para observar ao seu lado a demonstração de tiro de advertência. Um dos F-103 se posicionou e as chamas das balas sendo cuspidas pelos canos trouxeram os cubanos ao bom senso e eles passaram a colaborar.

O Ilyushin 62 foi escoltado até o Aeroporto Internacional de Brasília e retido no solo pelas autoridades, prosseguindo voo no dia seguinte.

Os F-103 pousaram com menos de 5 minutos de combustível nos tanques.

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