Irã obteve sucesso contra valiosos radares de defesa antimíssil dos EUA
Como esperado, o Irã tem atacado repetidamente radares de defesa antimíssil de alto valor em todo o Oriente Médio em retaliação à campanha aérea conjunta EUA-Israel, que está em curso.
Os ataques iranianos a radares de grande importância, que viabilizam as capacidades de defesa antimíssil da região, parecem ter sido bem-sucedidos em múltiplas ocasiões. A ironia de que drones kamikaze de longo alcance, de menor capacidade, sejam talvez a maior ameaça a radares extremamente avançados, capazes de fornecer telemetria para interceptar alvos viajando em velocidades hipersônicas, às vezes no espaço, é gritante.
As perdas dos radares e/ou os danos às suas instalações devem finalmente servir como um alerta contundente sobre a vulnerabilidade desses ativos críticos, porém em grande parte estáticos.
Com base nas informações disponíveis, parece que o Irã conseguiu destruir um radar AN/TPY-2 norte-americano na Jordânia e danificar o enorme radar de varredura eletrônica AN/FPS-132, também dos EUA, no Catar, o que gera preocupações imediatas sobre a cobertura de radar disponível para responder a novos ataques. Há fortes indícios de que vários outros sistemas semelhantes também foram destruídos ou danificados.
O Irã atacou diversos alvos, militares e civis, mas houve um claro esforço concertado para atingir radares de defesa aérea e antimíssil na região como parte da campanha de retaliação. Isso é esperado, visto que a perda de radares-chave, mesmo que temporária, pode prejudicar os esforços para interceptar mísseis e drones iranianos, aumentando assim a taxa de sucesso dessas armas.
Destruir radares de defesa antimíssil em locais de alto valor pode tornar essas áreas muito mais vulneráveis a ataques subsequentes. Atacar esses radares também reduz a consciência situacional geral de seus usuários na região e pode até ter implicações estratégicas além da região.
Vale ressaltar também que esses radares são extremamente caros e levam anos para serem substituídos.


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