AMX, o avião sem nome



Curiosamente, o AMX nunca recebeu um nome de batismo pela Força Aérea Brasileira (FAB), como ocorreu com o T-27 Tucano ou o F-39 Gripen, mantendo apenas sua designação oficial de emprego, A-1.

Embora não exista uma justificativa oficial para essa ausência, conta-se que como o jato nasceu de um consórcio internacional entre a Embraer e as empresas italianas Aeritalia e Aermacchi, o nome do programa, AMX (uma sigla técnica para Aeritalia-Macchi-X), tornou-se tão forte e amplamente utilizado mundialmente que acabou "substituindo" qualquer necessidade de um nome de batismo no Brasil.

Além disso, na FAB o jato foi integrado sob o sistema de designações técnicas, onde "A" refere-se à função de Ataque e "1" indica que foi o primeiro modelo dessa categoria específica no inventário moderno da Força, ao contrário do Tucano, que foi um projeto puramente nacional da Embraer e recebeu um nome para facilitar a exportação.




É importante lembrar que o AMX já possuía uma identidade internacional consolidada desde o seu desenvolvimento iniciado em 1980.

Enquanto no Brasil ele é apenas A-1 ou AMX, a Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare Italiana - AMI) batizou sua versão como Ghibli (um vento seco do Saara).

Apesar da falta de um nome oficial, o AMX recebeu apelidos informais, sendo chamado de "Abelha" por pilotos norte-americanos durante exercícios internacionais devido à sua agilidade e capacidade de "ferroar" (atacar) com precisão.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Northrop F-5E Tiger II foi uma boa escolha para a FAB?

O dia que o F-14 perdeu sua grande vitória na Guerra do Golfo

Cinco razões pelas quais os Trijets não são mais fabricados