Exportações de caças chineses devem crescer significativamente
Relatório do Pentágono destaca como o trio FC-31, J-10C e JF-17 está ajudando a China a se consolidar como um ator cada vez mais importante no mercado de caças.
O setor aeroespacial militar da China está claramente em um período de rápido crescimento e inovação. Enquanto continua a lançar novos projetos de aeronaves de combate( tripuladas e não-tripuladas) para uso doméstico, também está se preparando para exportar pelo menos três de seus caças em produção. Essa é uma das conclusões da versão não classificada de um relatório anual do Pentágono ao Congresso sobre as forças armadas chinesas.
O relatório identifica o Shenyang FC-31 de quinta geração (variante de exportação do J-35), o Chengdu J-10C de quarta geração e o JF-17, uma aeronave de combate leve, também chamado de Thunder e é uma coprodução sino-paquistanesa, não utilizada pela Força Aérea chinesa.
Em relação aos pedidos já realizados, o Pentágono afirma que até maio de 2025, o FC-31 não tinha nenhuma venda confirmada. No entanto, menciona que existem "clientes interessados", incluindo Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU).
É um tanto surpreendente o fato de o Pentágono não associar o Paquistão a uma possível encomenda do FC-31.
Em relação ao J-10C, as únicas exportações desse modelo são as 20 unidades entregues ao Paquistão. O J-10C fez sua estreia em combate nos confrontos deste ano entre a Índia e o Paquistão, onde, de acordo com a promoção estatal chinesa, se empenhou em divulgar o suposto sucesso do J-10C e de seus mísseis PL-15 de fabricação chinesa nas mãos da Força Aérea do Paquistão.
Egito, Uzbequistão, Indonésia, Irã e Bangladesh teriam manifestado interesse no J-10C.
O JF-17, que é a opção mais básica e barata dos três caças, também foi o que obteve os melhores resultados em termos de exportações.
Em maio de 2024, o Pentágono registrou vendas do caça JF-17 para o Azerbaijão, Mianmar (antiga Birmânia), Nigéria e Paquistão. O relatório também afirma que, em 2024, estavam em andamento negociações sobre uma possível transferência do JF-17 para o Iraque.
A China é o quarto maior fornecedor de armas do mundo e está cada vez mais ativa no segmento de exportação aeroespacial militar. De fato, com três projetos diferentes de caças em oferta, o país está plenamente capacitado para atender a diferentes requisitos em termos de custos e capacidades.
De modo geral, os três caças, assim como todos os projetos de armas chinesas, têm a grande vantagem de serem imunes às rígidas restrições de exportação que normalmente se aplicam a produtos ocidentais. O histórico das exportações de caças de Pequim indica que o país é muito mais propenso a conceder licenças de exportação a países que poderiam ser proibidos de comprar um projeto ocidental.
FONTE: https://www.twz.com/air/chinese-fighter-jet-exports-set-to-grow-significantly

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