Exército Brasileiro decidirá em breve sobre a compra de novos sistemas antiaéreos da Itália

 



Dada a importância das capacidades de defesa aérea e a crescente ameaça de sistemas aéreos não tripulados, o Exército Brasileiro (EB) encontra-se na fase final de aquisição de um novo sistema de defesa aérea.

As negociações - atualmente em curso com o governo italiano - preveem a incorporação do sistema Enhanced Modular Air Defense Solutions (EMADS), desenvolvido pela MBDA em parceria com a Leonardo. Isso permitirá ao EB incorporar tecnologia inédita na América Latina para interceptar drones e mísseis de cruzeiro inimigos.

O sistema EMADS caracteriza-se como um sistema de defesa aérea de ponto e área, capaz de lançar mísseis a distâncias de até 45 km em velocidade supersônica, sob quaisquer condições meteorológicas.

Atualmente, a defesa aérea do EB depende principalmente de artilharia, incluindo sistemas antiaéreos autopropulsados ​​Gepard, canhões Oerlikon GDF e canhões Bofors L/60 e L/70. Quanto aos mísseis antiaéreos, as únicas capacidades disponíveis são os sistemas de defesa aérea portáteis russos 9K38 Igla e o sueco RBS-70, ambos com alcance e altitude de interceptação limitados.

O EB planeja implantar três grupos de artilharia antiaérea equipados com o novo sistema, cada um com aproximadamente 96 mísseis.

Com a eventual chegada do EMADS, o EB superaria uma de suas principais limitações operacionais: a falta de um sistema de mísseis terra-ar de médio alcance capaz de neutralizar ameaças mais complexas e modernas.

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