Dassault F-103DBR/EBR Mirage III
Durante a década de 1960, a Força Aérea Brasileira (FAB) ainda voava o velho e obsoleto Gloster Meteor, um caça a jato projetado durante a Segunda Guerra Mundial. Além do jato inglês, a Força possuía um punhado de Lockheed F-80C.
Então o alto comando da FAB elaborou um plano para "modernizar" a frota, criando uma rede de radares capaz de cobrir o país (que até hoje ainda não foi concluída) e o uso de um vetor supersônico para cobrir em pouco tempo as grandes distâncias da nação.
Inicialmente o comando queria o norte-americano McDonnell Douglas F-4 Phantom, mas sua venda foi negada, pois a Casa Branca temia um desequilíbrio de Poder entre as nações da América do Sul.
Negada a venda, os planejadores da FAB avaliaram o britânico English Electric Lightning, mas o alto custo operacional e baixa autonomia pesaram contra. Além disso, foi considerado um projeto ultrapassado.
Conta-se que o sueco J35 Draken também teria sido considerado, mas essa informação carece de confirmação.
Foi então que no Oriente Médio o francês Mirage III surgiu como estrela, ao realizar feitos heróicos nas mãos dos pilotos israelenses. O sucesso do caça e seus valores atrativos foram fator decisivo na escolha pela FAB.
Em 1970, doze jatos IIIEBR (monoplace) e 4 Mirage IIIDBR (biplace) foram comprados.
A FAB designou o Mirage IIIEBR como F-103E e o IIIDBR de F-103D.
O F-103 ficou em serviço até 2005.



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